Tóquio - O governo do Japão aprovou ontem um orçamento extra no valor de 4,79 trilhões de ienes (US$ 54 bilhões) para financiar medidas econômicas com o objetivo de prevenir que a segunda maior economia do mundo entre em recessão profunda, em meio à crise econômica que atinge o mundo todo.
O governo planeja submeter o orçamento adicional - o segundo no ano fiscal até março - aos legisladores no dia 5 de janeiro, mas não está claro quando a proposta poderá passar pelo dividido parlamento, enquanto alguns analistas duvidam do impacto das medidas na economia.
O orçamento adicional é destinado a financiar novos planos de investimentos, totalizando 10 trilhões de ienes a partir de dois pacotes econômicos já anunciados pelo primeiro-ministro Taro Aso.
Um dos pacotes lançados pelo Japão, de 27 trilhões de ienes, foi revelado em outubro deste ano, e o outro, de 43 trilhões de ienes foi divulgado na última sexta-feira.
O governo de Tóquio se somou a outros países por todo o mundo ao garantir centenas de bilhões de dólares em planos de estímulo fiscal para diminuir o impacto da crise financeira em suas economias.
Temor
Mas as ações aumentaram os temores de piora das já abatidas finanças públicas do Japão, sendo que a dívida pública tem valor uma vez e meia maior que o Produto Interno Bruto (PIB) do país, a maior relação do tipo em todo o mundo desenvolvido.
Alguns analistas disseram que as medidas do Japão são um tanto quanto nebulosas, ao se considerar que as ações orçamentárias não devem ser implementadas antes de abril do ano que vem.
Isso deixou os especialistas desconfiados. “O problema é que levará mais de cinco meses para que o primeiro-ministro Aso leve em frente suas medidas econômicas, em uma época em que as condições econômicas estão se alterando rapidamente na nossa casa e também no Exterior”, considerou Takahide Kiuchi, economista-sênior da empresa Nomura Securities.