Bagdá - O Parlamento do Iraque rejeitou ontem, pela segunda vez, projeto que pretendia estender a permanência de tropas estrangeiras - inclusive as do Reino Unido - no país. Depois de 31 de dezembro, só as tropas americanas poderão ficar no Iraque.
O projeto foi proposto pelo primeiro-ministro Nouri al Maliki e previa a permanência dos estrangeiros até o final de julho do ano que vem. Ele foi rejeitado em votação oral depois de ter sido rejeitado no começo da semana. Na semana que vem, o projeto irá voltar à pauta em sua terceira - e última - leitura.
Os grupos que se opuseram à proposta alegaram que a permanência dos estrangeiros não poderia ser determinada por meio de um projeto de lei, mas somente por meio de um pacto de segurança, como foi feito com os norte-americanos.
“Isso deveria ser arranjado, acordado pelas leis internacionais, em tratados e acordos”, disse o sunita Hussein al Falluji.
Nesta semana, o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, fez uma visita-surpresa a Bagdá e anunciou que os 4.100 militares britânicos que estão em território iraquiano irão retornar no final de maio de 2009. Há ainda, no Iraque, mil soldados da Austrália, 501 da Romênia, 200 de El Salvador e 40 da Estônia.
“Nós acreditamos que as tropas britânicas e outras forças deveriam fazer as malas”, disse Nassir al Issawi, um parlamentar leal ao clérigo rebelde Muqtada al Sadr. O acordo de segurança entre o Iraque e os EUA permite que os americanos fiquem no país até 2012.