11 de julho de 2026
Geral

Pais demonstram apreensão no retorno do transatlântico

Lyne Santos, especial de A Tribuna de Santos
| Tempo de leitura: 2 min

O retorno do MSC Opera a Santos, na manhã de ontem, foi marcado pela apreensão dos pais dos universitários que aguardavam o desembarque dos jovens que viajaram por três noites no Cruzeiro Universitário 2008. Abalados com a morte de Isabella Baracat Negrato, a bordo do navio, na última sexta-feira, familiares demonstravam alívio cada vez que os jovens passavam pela porta de saída do Salão Vermelho, no Terminal Giusfredo Santini.

Isabel Barreto Nunes, mãe da hóspede Karina Barreto, foi uma das mais emocionadas. Com lágrimas nos olhos, Isabel correu para os braços da filha, assim que a viu. “Nunca se sabe o que pode acontecer. Quando vimos a notícia na televisão, ficamos muito preocupados, pois não conseguimos contato imediato com ela. Apenas de noite, quando soubemos que estava tudo bem, pudemos nos tranquilizar”.

Enquanto os pais eram apenas preocupação, os passageiros, apesar do incidente, demonstravam satisfação com a viagem, que partiu de Santos, na última quinta-feira e teve escalas em Ilhabela (SP) e no Rio de Janeiro. Questionados sobre a morte de Isabella Negrato, a maioria garantiu que não obteve informações sobre o caso durante o cruzeiro. “Deu para perceber que tentaram esconder os fatos”, mencionou Diogo de Souza, de Joinville (SC), que esteve pela primeira vez no evento.

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Vigilância

O chefe da equipe de vigilância e busca aduaneira da Alfândega do Porto de Santos, Elias Carneiro, durante entrevista coletiva concedida ontem no terminal, destacou que novas medidas precisam ser tomadas para evitar que casos como o de Isabella se repitam.

“Precisamos disciplinar melhor esses cruzeiros universitários e com festas raves. Uma primeira solução seria não permitir que os navios parem em cidades onde não há controle das autoridades federais e aduaneiras”.

Responsável, junto com as polícias Federal e Militar, por uma operação especial durante o embarque do Opera, Carneiro explica que, a cada temporada, os órgãos têm tomado medidas mais eficazes, com a utilização, inclusive, de equipamentos mais modernos. “Enquanto em 2003 tivemos a retenção de 66kg de cocaína, por exemplo, no ano passado foi praticamente nada”.