08 de julho de 2026
Esportes

Tênis

Por Texto: Gabriel Pelosi | Consultor: Celso Sacomandi
| Tempo de leitura: 4 min

Cidadão Europeu

O bauruense Nicanor Amaro Silva Junior (Pankeka) desde criança defendeu as cores do Bauru Tênis Clube em quadras brasileiras. Hoje residindo em Milão (Itália), acaba de ser contratado (como professor de tênis) pela Vavassori Tênis, uma das mais importantes academias de tênis da Europa. Seu proprietário Renato Vavassori foi eleito, em 2008, como um dos melhores professores de tênis da Itália. No próximo ano, Nicanor estará participando do Curso PTR, que lhe dará o registro de Professor Profissional, de reconhecimento internacional. Na foto, o bauruense defronte a Academia Vavassori.

Copa Arthron

Tivemos ótimos jogos durante a I Copa Arthron de Tênis, disputada no Bauru Tênis Clube (sede de campo). A grande maioria dos tenistas eram iniciantes. Foram dez dias de disputas e se pode observar que muitos têm talento e, com certeza, num futuro próximo estarão se destacando em torneios federados. Na categoria feminina, o título ficou com Giovanna Lenotti ao vencer na final (muito equilibrada) Stela Gonçalves. No masculino até 12 anos, o campeão foi Gabriel Moreno, o vice-campeão Giovanni Martins. Acima de 12 anos, a final foi disputada entre os irmãos (gêmeos) João Pedro Fantin Amaral e Vitor Fantin Amaral. Depois de mais de duas horas de disputa, Vitor acabou vencendo. Os organizadores prometem para o próximo ano vários torneios desse tipo, visando proporcionar aos jovens a experiência de disputar um campeonato.

Torneio e Confraternização

Mais de 70 pessoas (tenistas, jogadores e ex-jogadores de pólo aquático e associados) participaram, no último sábado, de uma festa de confraternização do BTC (sede social). Pela manhã foi disputado um torneio de duplas (tênis) envolvendo 30 freqüentadores assíduos das quadras da sede social do clube. Na fase classificatória a dupla, Marco A. Oliveira e Paulo Abelha (Cajú) ficou em primeiro. No ‘round-robin’ (todos contra todos), envolvendo as três primeiras duplas da fase de classificação, Gustavo Aleixo/Yoshikasu Ono foram os campeões e Marco Antonio/Paulo Abelha os vice-campeões. Marcos Guedes (Tico) e Rodrigo Agostinho (Português) ficaram em terceiro lugar. Após os jogos o pessoal se deslocou ao ‘Bar do Negão’ para o almoço em comemoração às festas de final de ano e também ao aniversário de Luiz Henrique Araújo (Luisão).

Pressionado? Tsonga, não

O francês número seis do mundo, Jô Wilfried Tsonga, em declarações dadas durante o Masters francês disputado em Toulouse, deu uma real noção sobre o que acontece com a grande maioria de tenistas. Quando perguntado se a temporada de 2009 seria de muita pressão por ter que defender muitos pontos, incluindo o vice-campeonato do Aberto da Austrália que começa no dia 19 de janeiro, respondeu: “Isso para mim não é pressão. Pressão é quando o tenista é obrigado a vencer, pois não tem dinheiro para pagar todas as suas contas, inclusive o aluguel no final do mês, correndo o risco de ser despejado. Jogar tênis para mim continua sendo um prazer. Não jogo por minha vida. Eu dou meu máximo em quadra, pois gosto de olhar no espelho e dizer que fiz algo de bom”, disse Tsonga. O jogador ganhou em 2008 US$ 1.695.138,00 e US$ 2.141.611,00 na carreira (apenas em prêmios).

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Dica

Quantas vezes você estava ganhando a partida e começou a pensar no placar, passando a sentir a pressão de vencer, e então ver seu adversário voltar na partida? Já aconteceu com todos nós. Um truque que me ajudava quando estava ganhando era fingir que o placar estava invertido e era eu que estava perdendo. Eu dizia a mim mesmo que se vencesse apenas mais alguns pontos iria voltar à partida. Isso prevenia de me preocupar em manter a liderança no placar (segurar o braço) e deixar a partida escapar (especialmente quando era contra adversários ‘teoricamente superiores’). Esse jogo mental era uma das coisas que me mantinha concentrado e muitas vezes o principal responsável para que saísse da quadra com a vitória.

Curiosidade

Enquanto o espanhol Rafael Nadal terminou a temporada como número 1do mundo (quarto ano seguido entre os dez primeiros), quatro outros jovens tenistas terminam o ano entre os ‘top 10’ pela primeira vez. Isso fez com que a média de idade ficasse em 23,8 anos, a mais jovem desde 1993, quando a média foi de 23,1. O mais novo do grupo é o argentino Juan Del Potro com 20 anos. Os outros que terminaram entre os dez pela primeira vez são: Andy Murray (GB) e os franceses Jo Wilfried Tsonga e Gilles Simon. Seis entre os dez tem menos que 23 anos, três deles estão entre os quatro primeiros: Nadal 22, Djokovic e Murray com 21 anos. O ‘tiozinho’ do grupo é o americano James Blake, que completará 29 anos no próximo domingo dia 28, seguido pelo russo Nikolay Davidenko, o suíço Roger Federer e o americano Andy Roddick, todos com 26 anos.