08 de julho de 2026
Geral

AME será administrado pelo HE

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 2 min

Uma das obras mais aguardadas em Bauru, o Ambulatório Médico de Especialidades (AME), será administrado pelo Hospital Estadual (HE). A informação foi confirmada ontem pela Secretaria do Estado de Saúde, que divulgou o orçamento de 2009 das unidades de saúde gerenciadas por Organizações Sociais de Saúde (OSSs). De acordo com o informado, o HE receberá R$ 70,56 milhões – quase R$ 8 milhões a mais do que neste ano – para custeio. Já o Hospital Manoel de Abreu, também administrado pelo HE, terá verba de R$ 5,28 milhões e o AME, R$ 4,76 milhões.

O HE é administrado pela Faculdade de Medicina da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e Fundação para o Desenvolvimento Médico e Hospitalar (Famesp). Após assinar os contratos ontem, o governador José Serra elogiou o sistema de gestão. “É um sistema que tem dado muito certo e São Paulo foi pioneiro nesse tipo de administração”. O dinheiro será repassado mensalmente a partir de janeiro.

Segundo informações da assessoria de comunicação da Secretaria do Estado de Saúde, o AME de Bauru – que será instalado em prédio ao lado do Pronto-Socorro Central (PSC) –, deverá estar pronto entre abril e maio. A verba anunciada ontem pelo Governo do Estado começará a ser repassada um mês antes da inauguração e deverá ser empregada na contratação do quadro de funcionários.

De acordo com Emílio Carlos Curceli, diretor executivo do HE, o dinheiro referente à reforma e aquisição de material já foi encaminhado à entidade. Atualmente, os empregados na obra estão em férias, mas a reforma deverá ser retomada na primeira semana de janeiro. “Acredito que em três meses deveremos começar o processo seletivo para as contratações”, afirma Curceli. Apontado como uma das soluções para a fila de espera em consultas especializadas na cidade, o AME atenderá casos de complexidade secundária e realizará exames. A unidade terá capacidade para cirurgias que não exijam anestesia geral, como por exemplo, retirada de pequenos tumores de pele, algumas operações reparadoras e oftalmológicas que possam ser feitas com anestesia local. “A idéia é que o ambulatório atenda casos de complexidade secundária, mas que apresente muita resolutibilidade”, afirma o diretor.

A expectativa é que o AME faça de 10 a 11 mil consultas em cerca de 20 especialidades diferentes – a Secretaria de Saúde não divulgou quais serão oferecidas. Porém, Curceli destaca que para o AME apresentar o atendimento esperado, as Unidades Básicas de Saúde terão que ser mais eficientes. Para ele, a melhoria da saúde pública da cidade passa pelo fortalecimento dessas unidades. “Com valorização de profissional, revisão de funcionamento. Aí sim terá um salto na qualidade”, avalia.