Diante das mobilizações em torno da composição do secretariado que apoiará Rodrigo Agostinho em seu mandato à frente da Prefeitura Municipal de Bauru, gostaria de externar, enquanto cidadã bauruense, minha preocupação com as pastas da Cultura e da Educação, ambas fundamentais para o desenvolvimento econômico dos cidadãos e do município. Considerando-se que o prefeito eleito, Rodrigo Agostinho, tem uma trajetória política cujas bases se assentam na necessidade da mudança de paradigmas diante daquilo que se entende por desenvolvimento, inclino-me a crer que suas preocupações com a Cultura e com a Educação deverão, obviamente, ocupar o centro de suas preocupações.
Se, por um lado, Bauru se caracteriza por sua relevante vocação universitária, fator determinante de grande parcela do dinamismo econômico local, a contrapartida em termos de movimentação cultural que atenda a demanda desse contingente específico (universitários, professores, secundaristas) deixa a desejar há muitos anos.
Não se trata aqui, em momento algum, de pleitear espaço exclusivo para a manifestação artística elitizada, sectária de classe social específica, mas de reivindicar um “upgrade” nas políticas culturais praticadas no município, para que se tornem mais integradoras na formação do indivíduo e da sociedade, abarcando-se aí as muitas possibilidades de intercâmbio entre a arte e a tecnologia, o popular e o erudito, o artista e o cidadão comum, a Cultura e a Educação, estas últimas, questões inquestionáveis e fundamentais, repito, para o desenvolvimento econômico e para as transformações de paradigmas que tangenciam o respectivo tema.
Portanto, causa suspense e preocupação a definição dos nomes dos profissionais escolhidos por Rodrigo Agostinho para ocuparem as pastas em questão. A despeito dos compromissos assumidos pelo prefeito eleito com as legendas que o apoiaram, torço para que os indicados para a condução de seu plano de governo, nas áreas da Cultura e da Educação sejam indivíduos com relevante atuação nas mesmas. O perfil desses indivíduos requer, ainda, que sejam profundos conhecedores dos problemas pertinentes a cada uma das secretarias em questão e, de preferência, que comprovem ter vitalidade comparável aquela demonstrada por Rodrigo Agostinho e Estela Almagro durante o pleito.
Espero que possamos contar também com a irrestrita dedicação do vereador Roque Ferreira, profundo conhecedor não apenas de problemas locais, mas de questões globais que demandam grande empenho educacional para que sejam compreendidas em profundidade.
Do vereador Jurandyr Bueno Filho, cidadão de notória competência profissional e autor do ícone turístico máximo da cidade, espero a idealização de creches e escolas inteligentes, inclusivas, funcionais e protetoras para nossas crianças e adolescentes.
Por fim, mesmo sem conhecer o perfil de todos aqueles que agora renovam a composição da egrégia Casa de Leis Ulisses Guimarães, deixo aqui o meu apelo incondicional para que a Educação e a Cultura, apesar de todos os problemas que teremos que enfrentar, sejam tratadas com a responsabilidade dos homens de bem e com o zelo amoroso de quem se preocupa com um amanhã mais fraterno para todos. Cordialmente.
Marta Vieira Caputo