08 de julho de 2026
Nacional

Suspeito de mandar matar Dorothy é preso

Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

Belém - Regivaldo Pereira Galvão, o Taradão, acusados de ser um dos mandantes do assassinato da missionária norte-americana naturalizada brasileira Dorothy Stang, foi preso ontem pela Polícia Federal em Altamira (PA) sob a suspeita de tentar grilar o mesmo lote de terra pública cuja disputa culminou na morte da religiosa.

Taradão, que ainda não foi a júri pela acusação de assassinato, estava, segundo investigação da PF e do Ministério Público Federal no Pará, tentando negociar o lote 55, que ocupa aproximadamente 3.000 hectares do PDS (Projeto de Desenvolvimento Sustentável) Esperança, fundado por Stang em Anapu (PA).

A missionária foi morta em 2005, com seis tiros, em uma estrada vicinal da cidade.

As novas suspeitas vieram à tona em novembro, quando se soube que Taradão havia feito, no final de outubro, uma reunião com lideranças do PDS e com o chefe do Incra (Instituto Nacional da Colonização e Reforma Agrária) de Altamira, na qual afirmou ser o dono do lote e disse querer negociá-lo.

Ele negou que tivesse se declarado o proprietário, mas testemunhas confirmaram à PF a primeira versão. Além disso, a procuradoria achou documentos fraudados atestando, ilegalmente, que o lote era seu.

Durante toda a investigação pela morte de Stang, ele sempre disse que não poderia ser o mandante do crime, já que não tinha interesse na área.

Após ser detido, o fazendeiro foi levado para a Polícia Federal em Altamira. Segundo a Procuradoria da República no Pará, o fazendeiro também responde a outras ações judiciais, por trabalho escravo, crimes ambientais e fraudes.

Ontem, a reportagem não conseguiu localizar nenhum dos advogados de Taradão.