11 de julho de 2026
Cultura

Palavras cruzadas são sucesso na região

Maíra Soares
| Tempo de leitura: 2 min

Muito mais que uma forma de lazer, as palavras cruzadas se tornaram parte essencial do dia de seus fãs. “Eu chego da minha caminhada, tomo café da manhã e faço minha cruzada. Se eu não faço, acho que nada dá certo para mim. Só depois de resolvê-las, faço o resto das coisas”, confessa Geni Barbosa, moradora de Iacanga.

O hábito de descobrir palavras e preencher um quadro com elas em sentido vertical e horizontal completa 95 anos no mês de dezembro. Divertido, faz com que quem o realiza aprenda e desenvolva diversas habilidades. “As palavras cruzadas aumentam a capacidade de desenvolvimento intelectual, a interligação neural e estimulam o raciocínio por meio da busca da palavra”, explica o professor doutor Fábio Alexandre Botteon, palestrante nos campos da qualidade de vida, desenvolvimento humano e motivação.

Ademar José Pavani, advogado aposentado de Bauru, se revela viciado e também vê vantagens no exercício. “Acho que ajuda a desenvolver a mente e o conhecimento das palavras. Além disso, a gente aprende muita coisa com as cruzadas. Além de fazer as do jornal, eu compro os livrinhos na banca”, diz.

Até ao ambiente de trabalho o passatempo chegou. O pessoal da Metalan, empresa de Boracéia, tira cópias da página do jornal na qual são publicadas as palvaras cruzadas e distribui no local. “Como todo mundo quer fazer, eu já pego, recorto e tiro xerox. Fica uma aqui comigo, uma com o pessoal lá do outro setor e uma com o dono da empresa. O pessoal gosta bastante. O duro é quando o dono da empresa chega primeiro, pega o jornal e faz as palavras cruzadas. Nesse dia não dá para tirar cópia. Vixi... aí o povo fica bravo comigo”, se diverte Maurício Ribeiro Sadi, encarregado de planejamento e controle de produção.

Completar todos os quadradinhos não é tarefa fácil. A maioria das pessoas conta com a ajuda de familiares, consulta dicionários e a Internet. Geni Barbosa conta que chegou a ir mais longe para resolver suas dúvidas. “Se eu vejo que é uma coisa que está muito fora do meu conhecimento, eu peço ajuda. Teve uma vez que eu liguei no hospital para perguntar uma palavra. Era o nome da vacina de varíola. Como eu não sabia, liguei e falei com uma enfermeira”, conta.

Embora considere as cruzadas um vício, Geni acredita que todos deveriam aderir ao passatempo. “É um vício, mas é um vício gostoso porque eu sento no sofá, relaxo, esqueço os problemas. Acho que todo mundo deveria fazer porque a gente aprende muito”, finaliza.