08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

De volta à pedra?


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Como não fumo, não sou bebum, não meto a cara no muro... e detesto alimentar o aparato criminal-policial, sempre digo que só me vou desta vida em 2065. Se não houver outro jeito, porque adoro este inferno. Pelo menos enquanto eu viver, o Flávio Marcos Pedroso viverá... pelo menos na minha memória. Quando o Flávio caiu de pára-quedas em Bauru com sua poesia, de imediato me tornei seu fã pelas ondas do rádio. Depois, já seu privilegiado colega de redação no Jornal da Cidade, vivi com o Flávio um episódio que ficará na história, tanto dele quanto minha. Na primeira festa de revelação de amigo oculto (hoje é secreto?), peguei o Flávio.

Me virei como um condenado para fazer uma surpresa inesquecível de brincalhona com ele... mas pagamos um tremendo mico, ele e eu. Consegui um paralelepípedo do tamanho normal de um dos tempos do reco-reco nas ruas de Bauru. Nele, com uma busca incansável, consegui fazer engastar pequenos pedregulhos (pederneiras) formando o nome Flávio, na intenção de que o conjunto ficasse Flávio Pedroso (de pedras), compondo um inignorável peso para papéis na mesa de trabalho dele na redação.

Na hora da revelação do amigo oculto, o mico. O Flávio que eu havia pegado não era o Pedroso, era outro colega, da área comercial do JC. Será que o Quioshi Goto tem uma foto dessa lembrança? Onde andará “o Flávio Pedroso eterno”?

Nilson Avante