O período das eleições municipais acabou, mas os efeitos deste pleito começam a aparecer! Entre os profissionais da Educação, e isto não inclui os assistentes sociais, paira uma dúvida: qualquer profissional, com qualquer formação pode atuar na Educação? Há críticas feitas aos engenheiros que lecionam Matemática, aos enfermeiros que lecionam Ciências/Biologia, fala-se em educação sem se ter a dimensão de sua importância, exceto durante a campanha eleitoral, quando ela figura como uma área importantíssima, fundamental... Porém, quando a eleição é ganha, a visão muda e se indica como secretária municipal de Educação uma profissional não habilitada nesta área! Há alguma justificativa do sr. Prefeito eleito para isto? Será que não há nesta cidade profissionais da Educação à altura para dirigir esta Secretaria?
Educação não é assistencialismo e nem pagamento político de campanha. Educação é coisa séria! Se o senhor tivesse dito em campanha desta sua idéia “original”, pode ter a certeza de que muitos de seus eleitores educadores não teriam lhe confiado seu voto. Ainda há tempo: repense sua indicação! Sabe-se que a dimensão política faz parte da Educação, mas não esta, com troca de favores políticos partidários. Precisamos de boa condução neste segmento, até para formar cidadãos que saibam a diferença entre compromisso político eleitoreiro e políticos comprometidos com as causas nobres, como a Educação.
Professor José Henrique Moraes – mestre em Educação Brasileira