Além de pelo menos uma peça de roupa nova e das tradicionais simpatias de Ano Novo, um item não pode faltar no Réveillon: a bebida para brindar o novo ano. Mas como fazer a opção correta de acordo com o cardápio e com o bolso de cada um? Para quem não abre mão do espumante, mas não pode gastar muito, uma boa notícia: há opções para todos os bolsos. E a bebida pode ser consumida até após o churrasco, cardápio de muitas famílias na virada de ano.
A dica é do chefe de cozinha e enófilo Jefferson Previero, que afirma que aposta nos espumantes nacionais. “Para quem pode gastar, o ideal é comprar um verdadeiro champanhe, que é o melhor. A segunda melhor bebida é o espumante nacional”, revela. “Dentro dos nacionais, temos a linha dos Brutt, que são bebidas secas, os Demi Seco, que já possuem uma faixa de seguidores, e o Moscatel, que é uma bebida mais doce, com um teor alcoólico menor e que agrada um número maior de consumidores”, ensina.
Uma opção ainda mais em conta para a ceia da virada de ano são os frizantes. “A diferença é que os frizantes são bebidas com gás, mas não um gás natural, e sim injetado”, explica Previero. Segundo ele, a grande virtude de optar pelo Brutt é que a festa pode começar e terminar com a mesma bebida. “O Brutt é um espumante que acompanha todos os pratos”, afirma.
Um bom champanhe francês custa mais de R$ 170,00. Já um espumante nacional varia de R$ 20,00 a R$ 50,00, e um frizante, de R$ 8,00 a R$ 30,00. Previero conta que as bebidas mais consumidas neste período entre os brasileiros são as doces. “Mais de 80% da população nacional gosta das bebidas doces, mas as mais charmosas ainda são os espumantes. A opção acontece por falta de hábito do consumo de vinho ou bebidas secas”, explica.
“O espumante pode ser consumido durante o ano todo, pois é refrescante e tem uma acidez gostosa e é digestivo. Pode ser tomado depois de um churrasco, por exemplo”, revela. “Mas tudo é uma questão cultural. O Brasil está começando a despertar o gosto pela bebida. As cervejas estão sendo deixadas um pouco de lado e o espumante passou a fazer parte dos cardápios das festas, o que é muito bom”, acrescenta.