São Paulo - O médico que realizou a lipoaspiração na vendedora Elaine Paula de Souza, 29 anos, que morreu no início do mês durante a cirurgia em Palmeiras de Goiás (GO), foi indiciado por homicídio doloso - quando há intenção de matar - segundo a Polícia Civil da cidade.
O laudo sobre a morte da vendedora foi divulgado ontem pelo Instituto Médico Legal (IML) e aponta que ela morreu devido a um edema pulmonar agudo.
De acordo com o delegado Eduardo Cardoso, responsável pelo caso, o médico foi indiciado pois, segundo ele, sabia dos riscos da cirurgia, mas prosseguiu com o procedimento.
“Além disso, ele não era especialista em cirurgia plástica ou em anestesia e a clínica havia sido fechada anteriormente pela Vigilância Sanitária”, afirmou o delegado da Polícia Civil.
Elaine morreu durante a aplicação da anestesia. Segundo a polícia, o próprio médico - cuja especialidade é ortopedia e traumatologia - afirmou ter aplicado a anestesia.
Segundo a Polícia, em setembro deste ano, uma outra mulher morreu na mesa cirúrgica da clínica do médico indiciado durante uma cirurgia de lipoaspiração. Ela também morreu durante a aplicação da anestesia.
De acordo com o delegado, o médico teve prisão preventiva decretada no último dia 19, mas a polícia não soube informar se ele continua preso. A Polícia Civil também não informou se ele já possui advogado de defesa.