A edição de hoje (ontem) do nosso JC nos diz que: “O petebista (pastor Luiz Carlos Rodrigues Barbosa - PTB) tinha compromisso de votar na candidata Chiara Ranieri (DEM) ... O petebista seria candidato a vice na chapa da vereadora do DEM, mas, ao ser convidado para encabeçar a chapa, mudou de idéia e venceu o pleito, com 9 votos a 7” (sic Aurélio Alonso em “Novo presidente da Câmara promete dar apoio a Rodrigo”, pág. 3, de 3/1).
Continua o jornalista Alonso informando-nos que o novo vereador - e agora presidente de nossa persistentemente desafortunada Câmara - “aconselhou-se com o presidente do partido (PTB), Ricardo de Oliveira, quanto obteve o sinal verde” para trair o compromisso anteriormente assumido. A matéria informa, também, que o convite para o conluio que chega às raias da imoralidade, foi feito pelo já calejado vereador José Carlos de Souza Pereira, o Batata, que, para arrematar a trama, “retirou a (sua) candidatura, depois de manter o (seu) nome numa disputa com Roberto Purini (PMDB) ... porque Chiara tinha 8 votos, contando com o apoio do pastor”(que lhe prometera fidelidade incondicional). Informa-nos ainda, o jornalista, que o novo presidente da Câmara é pastor da Igreja Universal do Reino de Deus.
Quanto ao neófito vereador (imaginem se fosse um veterano) Natalino Daví (PV), que causou enorme constrangimento ao seu partido, é impostergável e imprescindível que o presidente da Comissão Provisória do Partido Verde, o Raul Gonçalves de Paula, solicite à sua comissão de ética sua urgente e já agora inevitável defenestração, comunicando, a “posteriori” o ocorrido ao TRE para, quem sabe, até, a abertura de um processo visando a cassação do mandato do vereador indisciplinado, por razões de infidelidade partidária. Votando contra as determinações de seu partido, mesmo tendo tempo e condições de se insurgir contra elas, após haver recebido cópia de decisão deliberativa a respeito do apoio do PV à candidatura de Chiara Ranieri, o vereador “vendido” (sic Raul de Paula), tornou-se indigno de representar os que o sufragaram nas urnas, com seus votos sagrados, no Legislativo bauruense,
Isto posto, e pelo menos neste primeiro episódio, desconsiderando-se os nomes de Chiara Ranieri, Renato Purini e de Raul Gonçalves de Paula (parabéns, doutor, pelo senso de dignidade e respeito à palavra empenhada), pergunto aos leitores desta Tribuna: os senhores comprariam um veículo usado de qualquer um dos outros cidadãos citados na matéria do excelente jornalista Aurélio Alonso?
João Guilherme Ortolan