Washington - O presidente eleito dos EUA, Barack Obama, deu novos detalhes ontem, durante programa de rádio, do seu programa para incentivar a criação de empregos e impulsionar a estagnada economia americana, prioridade máxima da gestão que começará em 20 de janeiro. Com sombrias perspectivas de uma taxa de desemprego superior a 10% e uma recessão cada vez maior em 2009, Obama declara que “o objetivo número um” de seu plano é a criação de 3 milhões de empregos, 80% deles no setor privado.
De acordo com a imprensa americana, a conta apresentada aos congressistas pela nova administração pode chegar a US$ 850 bilhões, enquanto alguns analistas chegam a especular cifras na casa do trilhão.
Para alcançar o objetivo e ajudar a reduzir a dependência americana do petróleo estrangeiro, o presidente eleito disse que duplicará “a produção de energias renováveis” e reformará edifícios públicos para torná-los “energeticamente mais eficientes”.
O plano prevê, além da criação de empregos a curto prazo, estimular o crescimento e a competitividade econômica a longo prazo. Entre as medidas de estímulo figuram a realização de obras de infraestrutura, a modernização do sistema de saúde e a construção de instituições de ensino “do século 21”, assim como “um desconto fiscal direto para 95% dos trabalhadores americanos”.
Apesar das elevadas despesas previstas no plano, Obama disse não querer simplesmente “recair no velho hábito de Washington de jogar dinheiro no problema”.