08 de julho de 2026
Internacional

Dois líderes do Hamas são mortos

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Jerusalém - Israel lançou ontem novos ataques contra a Faixa de Gaza, no oitavo dia de sua ofensiva contra alvos do Hamas. Dois líderes do grupo fundamentalista islâmico foram mortos nos bombardeios, em meio à contínua concentração de tropas para uma possível ação terrestre e a intensificação dos esforços diplomáticos internacionais para a obtenção de uma trégua.

Já são três os altos dirigentes do Hamas mortos nos ataques israelenses iniciados no dia 28. Na quinta-feira, uma bomba de uma tonelada arrasou a casa de Nizar Rayan. Além de Rayan, considerado um dos cinco principais dirigentes do Hamas em Gaza, morreram na explosão suas quatro mulheres e 11 de seus 12 filhos.

Ontem a ofensiva aérea matou Abu Zakaria al-Jamal, um dos comandantes do braço armado do grupo, e Imad Akel, um dos principais responsáveis pelo lançamento de foguetes. Segundo Israel, sua casa era usada como fábrica e depósito de armas e como uma espécie de quartel-general para líderes do Hamas.

Segundo a ONU, das cerca de 430 pessoas mortas até agora na ofensiva, 25% são civis. Israel tem lançado panfletos para que a população se afaste de alvos ligados ao Hamas e afirma já ter feito mais de 90 mil telefonemas advertindo para a iminência de explosões.

Mas a alta densidade populacional de Gaza e a intensidade dos bombardeios, aliada à precariedade dos abrigos, torna difícil para os civis ficar longe do perigo. “Ninguém está seguro”, relatou um funcionário da Cruz Vermelha ao descrever a situação em Gaza no site da organização. “O problema é que não há para onde correr.”

Após mais uma semana de pressão militar sobre o Hamas, Israel ainda não conseguiu alcançar o seu principal objetivo declarado, que é acabar com o disparo de foguetes contra o seu território. Ontem mais 15 foguetes atingiram diferentes pontos, num raio de 40 quilômetros em torno da fronteira, deixando dois israelenses feridos. Os disparos mataram quatro pessoas na última semana.

Com a ofensiva israelense sem fim aparente e a possibilidade de uma escalada ainda maior no caso de uma incursão por terra, a ONU tenta negociar uma trégua. Amanhã, o secretário-geral da organização, Ban Ki-moon, se reúne em Nova York com chanceleres de países árabes e com o presidente palestino, Mahmoud Abbas, rival do Hamas.