O vereador Natalino Davi da Silva (PV) garante não ter recebido nenhum documento oficial da Comissão Provisória do Partido Verde em Bauru fechando questão para que ajudasse a eleger a demista Chiara Ranieri presidente da Câmara Municipal de Bauru. “Documento assinado pelo presidente do meu partido (Raul Gonçalves de Paula) não”, declara.
Natalino se lembra apenas ter recebido o que classificou de relato. Ele diz que participou de duas reuniões em que citou que o bloco de oposição que pretendia viabilizar a eleição de Chiara não estava fechado.
“Partiu de mim o objetivo de ganhar, de fazer parte da Mesa Diretora da Câmara”, afirma. Natalino esclarece que obteve informações dos vereadores que a pretensão do bloco formado pela oposição (PV, PSDB, PPS e DEM) não vingaria. Ele relata como momento crucial uma reunião, na quinta-feira após a posse, na sala anexa ao plenário, em que os comentários indicavam rumo oposto à viabilização do nome escolhido pela oposição.
Naquele momento percebeu a brecha para sua pretensão de integrar a Mesa Diretora. “De certa forma estava ciente que o bloco formado pelo meu partido, a gente não iria realmente conseguir. Então, com a decisão que eu tomei, o partido saiu fortalecido. O Partido Verde não perdeu porque articulamos. E digo mais: vou lutar para ser presidente da Câmara, se possível daqui a dois anos”, finaliza Natalino.
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Harmonia
Natalino Davi da Silva se diz uma liderança nata comprometida com sua comunidade. Ele espera do PV apoio para a proposta de trazer para os bairros plenárias com vereadores para aproximar a população da Câmara Municipal. “Já estou fechando com os companheiros vereadores para, em março, estar realizando reuniões, a partir da Pousada 1 e outras regiões, para debater política pública”, projeta.
Natalino explica que foi eleito vereador já na primeira eleição que disputou - 5 de outubro de 2008. Já presidiu a Associação de Moradores da Pousada.
Ele teve nada menos do que 67% dos seus votos na região onde mora, entre a Pousada da Esperança e a Vila São Paulo. Dos 1.579 votos que o militante em movimentos populares obteve, nada menos que 1.059 estão no contorno de sua vida familiar; 847 dos votos são de eleitores da Escola Estadual Carlos Chagas, cravada exatamente no meio de sua área de influência.