Pesquisadores da Universidade de Bremen, na Alemanha, liderados por um jovem brasileiro, desvendaram as causas do aquecimento mais drástico de uma região do globo nos últimos 80 mil anos. Há 14,7 mil anos, as águas do Atlântico Norte aqueceram 9ºC em duas décadas.
A descoberta é parte da tese de doutorado de Cristiano Chiessi, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), e foi publicada na edição de dezembro da revista científica “Geology”.
Carapaças de microrganismos depositadas no fundo do mar ofereceram as informações necessárias para descrever as variações de salinidade e temperatura nos últimos 20 mil anos. Com pistas tão tênues, os cientistas identificaram um pequeno aquecimento na costa sul-africana, que abriu uma “avenida” para uma corrente vinda do oceano Índico. Ela percorreu a costa da América do Sul e alterou radicalmente a dinâmica da temperatura e da salinidade no Norte.