São Paulo - Algumas editoras também preparam seu material para 2009 com a nova ortografia - por enquanto, dedicada primordialmente a lançamentos. As obras já estão em livrarias.
Soraia Bini Cury, diretora do Grupo Editorial Summus, diz que os revisores já foram orientados sobre as novas regras para a adoção nas novas publicações. Mas as dúvidas atrapalham, segundo ela. “Seria mais custoso e trabalhoso deixar para se adaptar mais tarde. Ainda não decidimos qual será nossa estratégia quanto às edições antigas”, diz.
A Ática também já adota a nova grafia para seus próximos lançamentos, diferentemente da Objetiva e da Roca, que, em meados de dezembro, trabalhavam só com a ortografia antiga. As editoras afirmam que, contrariando os comentários de que o setor lucraria com novas vendas, a previsão mais sensata é a de prejuízo, em razão dos livros que poderão perder procura no mercado.
Isso porque, além dos gastos com reimpressão, as editoras terão de pagar por uma nova revisão e por uma outra diagramação das páginas. “Mas livros com a grafia velha (a que também vale atualmente, mas que não será mais considerada correta a partir de 2013) continuarão no mercado”, diz Mary Lou Paris, editora da Terceiro Nome.
Breno Lerner diz já ter gasto cerca de R$ 600 mil com o lançamento do dicionário “Michaelis” com as novas regras. Para as editoras portuguesas, a reforma também não trará vantagens.