09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Resposta a Jorge Luíz Ventura


| Tempo de leitura: 2 min

(Com título: “Brincadeiras de mau gosto”) - publicada na Tribuna do Leitor no dia 28/12/2008. Caríssimo, primeiramente a vereadora Majô não necessita de elogios de minha parte na imprensa. Ela sabe do respeito que tenho por sua pessoa (como cidadã tanto quanto vereadora), pois quatro mandatos consecutivos ratificados nas urnas pelo voto direto já a credencia como cidadã diferenciada, e devemos respeitar o desejo dos eleitores(as) que durante 16 anos a mantiveram na Câmara Municipal.

Quanto a “essas pessoas desconhecidas” aqui citadas por vossa senhoria, foi de forma uma tanto deselegante de sua parte. Afinal, são pessoas e empresa que trabalham e têm seus negócios na cidade (que pagam seus impostos), contribuindo com o crescimento de nossa Bauru. Se a Transurb recebeu a Medalha Custos Vigilat é que tem motivos de sobra para os 15 vereadores votarem a favor e concederem tal honraria. Senhor Jorge, numa coisa o senhor tem razão: eu nunca dependi destas empresas que atuam no transporte coletivo, apenas nisto. Mas achar que não utilizo o transporte coletivo como meio de me locomover na cidade é de grande arrogância de sua parte, pois deveria me conhecer antes de fazer tal afirmativa afinal. Este é meu único meio de transporte, não apenas para o trabalho como também de lazer com minha família.

Assim como o senhor, não gosto de ficar esperando o ônibus no ponto nos finais de semana. Então, procuro me programar a fim de ficar o menor tempo possível esperando o ônibus passar e, para seu conhecimento, a Transurb disponibiliza de (120) cento e vinte pontos de vendas de cartão de transporte para facilitar a vida do passageiro. Ocupei com orgulho um acento no Conselho de Usuários (representando a Câmara Municipal, a União das Associações de Moradores e também a Diocese de Bauru) e procurei nestes quase dez anos honrar cada uma das Instituições que representei e aprendi muito sobre transporte de massa; nas minhas intervenções como conselheiro deixei várias sugestões. Uma delas é a tarifa cidadã (onde nos domingos o usuário pagaria pela metade o valor da tarifa e a prefeitura subsidiaria a outra parte, pois caso o senhor não saiba o cálculo da tarifa é quilometragem rodada divida pelo número de passageiros transportados). Esta seria uma forma daquelas pessoas que só têm o transporte coletivo como meio de locomoção aproveitar um pouco mais nossa querida Bauru.

Rubens R.R. de Souza - ex-presidente Conselho de Usuários Transporte Coletivo