11 de julho de 2026
Internacional

Israel rejeita pedido da UE por trégua

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

TelAviv - No décimo dia de ataques ao grupo fundamentalista palestino Hamas, a Europa intensificou ontem os esforços diplomáticos por um cessar-fogo imediato, mas Israel resistiu à pressão e aprofundou sua incursão militar na faixa de Gaza.

Enquanto uma missão da União Europeia (UE) se reunia em Jerusalém com diplomatas israelenses, o Exército ampliava sua incursão no território palestino, ocupando áreas usadas para o disparo de foguetes e apertando o cerco à Cidade de Gaza, que teve seus primeiros combates de rua.

Acuada pela maior ofensiva já desferida por Israel contra alvos palestinos, que destruiu grande parte da sua estrutura de poder em Gaza, a liderança do Hamas deu os primeiros passos para uma negociação. Um delegação do movimento islâmico chegou ontem ao Cairo, onde hoje começará a discutir com diplomatas egípcios os termos de um cessar-fogo.

O Egito é uma peça-chave na busca por uma solução para a crise, por ser um dos poucos países que mantêm relações tanto com Israel como com o Hamas. Mas seu poder de mediação é limitado com ambos os interlocutores: o Hamas tem laços com a principal força de oposição ao governo egípcio, a Irmandade Muçulmana; e Israel acha que o Cairo não faz o suficiente para impedir a entrada de armas em Gaza.

Mas os apelos europeus tiveram pouco efeito em Jerusalém. Depois de receber a missão da UE, a chanceler israelense, Tzipi Livni, descartou negociações com o Hamas e disse que o objetivo da ofensiva israelense é “mudar a equação’’ na região, reiterando que Israel não irá mais tolerar ataques de foguetes do Hamas.

“Agimos pra mudar uma situação em que o Hamas atinge Israel quando bem entende e Israel se contém’’, disse Livni. “Essa não será mais a equação nesta região. Quando Israel for atacado, Israel irá retaliar’’.

Livni, que é uma das principais candidatas a chefiar o próximo governo de Israel nas eleições do próximo mês.

Líder do governo que Israel reconhece como legítimo, o presidente palestino, Mahmoud Abbas, chega hoje a Nova York para consolidar uma proposta elaborada por países árabes para colocar fim à crise.