10 de julho de 2026
Regional

Polícia de Iacanga apreende mais de 80 quilos de dinamite

Carlos Demarchi
| Tempo de leitura: 2 min

Iacanga – Um carregamento com 54 bananas de dinamite foi apreendido no final da tarde de ontem numa operação conjunta das Polícias Civil e Militar na zona rural de Iacanga (50 quilômetros de Bauru). Seis pessoas – três homens e três menores – foram levados à delegacia para prestar depoimentos e liberadas logo em seguida. As bombas eram utilizadas em pedreira com forte poder de destruição.

O material é controlado pela Polícia Federal e Exército. A carga pesa mais de 80 quilos e estava acondicionada em sacos plásticos e enrolada em um lençol. Cada banana tem 60 centímetros de comprimento e havia um cordel detonante.

As bombas foram apreendidas na estrada rural do Areião, a 1 km da cidade, com um menor de 15 anos e Marcos Vinícius Ferreira, de 20 anos.

O delegado titular da Polícia Civil de Iacanga, Doniseti José Pinezi, disse que a equipe de investigação estava apurando a informação de que o material explosivo seria vendido na cidade. Cada banana estava sendo oferecida a R$ 50.

Um fazendeiro, que passava pela estrada rural do Areião, percebeu algo suspeito com duas pessoas nas proximidades da uma estação de tratamento de esgoto. Ele acionou a Polícia Civil que pediu o apoio da Polícia Militar para ir até o local.

Lá, estavam Marcos Vinícius e o adolescente com as 54 bananas de explosivos. A polícia apreendeu o material e deteve os dois.

Eles alegaram aos policiais que localizaram as bombas junto com outro menor em uma estação de tratamento de esgoto onde houve detonação de explosivos há quase dois meses. O material estava em duas caixas.

Os rapazes decidiram esconder os explosivos em um buraco na beira da estrada, coberto com terra e mato. Após isso, Marcos Ferreira conseguiu um comprador que buscaria o produto no local.

Outro menor também teria vendido uma banana a Rodrigo André de Souza, 29 anos, e Marcelo Aparecido de Andrade, de 18 anos. Os dois negaram em depoimento ontem na delegacia que compraram os explosivos.

Pelo que a polícia apurou a venda seria para eles levantarem dinheiro.

Segundo o delegado, os envolvidos disseram que o material era de fácil acesso no local onde acharam. A polícia abriu inquérito para apurar se houve negligência e de quem é a responsabilidade no armazenamento do explosivo. “Vai ter que ser apurada a responsabilidade dessa empresa, para saber porque deixou esse material explosivo no local”, disse.

Dois dos menores já tinham passagens policiais e Rodrigo de Souza já esteve preso.

O produto apreendido vai ser periciado. Já os seis envolvidos foram liberados. “Não vou prender nenhum deles porque não houve flagrante no local. Também precisaria de um laudo atestando que o material realmente é explosivo”, disse o delegado.

Ele descartou o boato que circulou ontem na cidade de que a Delegacia e o prédio da Polícia Militar seriam explodidos.