A Secretaria Municipal de Agricultura (Sagra) vai discutir, em reunião a ser realizada hoje às 16h no auditório do Palácio das Cerejeiras, a viabilidade de instalação da primeira usina de beneficiamento de leite e seus derivados no município de Bauru. Segundo o titular da pasta, José Carlos Zito Garcia, a implantação da usina se faz necessária para atender uma grande demanda de produção de leite, hoje calculada em oito mil litros/dia, nas cerca de 70 propriedades rurais.
Segundo o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), o município de Bauru conta com 700 propriedades agrícolas produtivas, sendo 200 delas ligadas à agricultura familiar. Daí a importância de se trabalhar conjuntamente o desenvolvimento da agroindústria envolvendo os setores interessados, analisa o secretário. Mas ele faz uma ressalva: “Antes de se amadurecer a idéia de implantação da usina, a Sagra vai desenvolver um trabalho de extensão rural, buscando informações mais precisas sobre o rebanho leiteiro e exigindo o comprovante de vacinação do gado”.
Devem participar da reunião os presidentes do Conselho Municipal de Desenvolvido Rural (CMDR) e da Associação dos Produtores de Leite Ouro Branco (Aprob), representantes dos mais diversos setores ligados à agricultura familiar e da agroindústria, como secretarias do Planejamento e Meio Ambiente, Sindicato Rural, Associações dos Apicultores e dos Feirantes, Companhia de Desenvolvimento Agrícola do Estado de São Paulo (Codasp), entre outros.
Ainda de acordo com Zito, outro desafio que Bauru vai enfrentar para a implementação da usina de beneficiamento de leite é a manutenção dos mais de 600 quilômetros de estradas rurais. Elas são utilizadas para o escoamento da safra e geralmente, estão em mau estado de conservação. A Secretaria de Obras não possui máquinas e equipamentos suficientes para realizar os reparos.
Apesar dos contratempos, Zito Garcia se mostra confiante porque, segundo ele, os segmentos organizados do setor estão entusiasmados com a parceria, pela qual a Prefeitura vai buscar convênios com os governos Estadual e Federal e o Conselho Regional de Desenvolvimento Rural, através das associações, vai gerir a usina.