08 de julho de 2026
Saúde

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• Conferência sobre melanoma

São Paulo sediará a 8ª Conferência Brasileira Sobre Melanoma entre os dias 13 e 15 de agosto de 2009. A realização é do Grupo Brasileiro de Melanoma. O evento terá a participação de nomes como Alexander Eggermont, da Universidade de Roterdam (Holanda), e Susana Puig, do Hospital Clínic de Barcelona (Espanha). Os pesquisadores debaterão, durante o evento, temas como “Pesquisa e tecnologia: qual sua aplicação no cuidado do paciente no consultório?”, “Sentinela: é válido seu uso como rotina?”, “Vacinas: devem ser usadas fora de estudos?”, entre outros. Tópicos como “Dermatoscopia”, “Cirurgia do melanoma” e “Imuno e quimioterapia no melanoma” serão abordados em uma série de cursos. Os eixos temáticos tratarão da questão do melanoma sob as perspectivas da epidemiologia, diagnóstico, biologia molecular, seguimento e fluxograma, análise, cirurgia, casos clínicos e tratamento sistêmico e radioterapia. Mais informações no site www.gbm.org.br.

• Transplantes 1

O Estado de São Paulo fechou 2008 com o maior número de transplantes de órgãos e tecidos de sua história. Balanço da Secretaria de Estado da Saúde aponta que no ano passado foram realizadas 7.683 cirurgias, resultado 26,7% superior ao registrado em 2007. Na média houve 21 transplantes por dia, ou seja, quase um por hora. Do total de transplantes realizados pelos hospitais paulistas no ano passado, 1.485 foram de órgãos, dos quais 812 de rim, 430 de fígado, 122 de pâncreas, 74 de coração e 47 de pulmão. Além disso, houve 6.198 cirurgias de córneas, consideradas tecidos.

• Transplantes 2

O universo de doadores de órgãos e de córneas é diferente. Para viabilizar um transplante de órgãos, o potencial doador deve estar em quadro de morte encefálica, mas com o coração ainda batendo. Já as córneas podem ser retiradas mesmo após a parada cardíaca do paciente. O processo de doação ocorre em um momento delicado, quando a família, ainda abalada pela morte de um parente, precisa decidir rapidamente se autoriza a retirada dos órgãos e das córneas para beneficiar quem está na lista de espera. A recomendação da secretaria para quem deseja ser doador é que deixe esta intenção bem clara a seus parentes mais próximos (pais, irmãos, avós), pois somente a família pode ou não autorizar a doação.

• Micróbios da obesidade 1

Em termos numéricos e de diversidade, as bactérias no intestino de uma única pessoa superam toda a população humana no planeta. São dezenas de trilhões de microrganismos de milhares de famílias genéticas distintas que compõem o microbioma que ajuda o organismo a realizar uma grande variedade de funções digestivas e regulatórias, muitas das quais ainda pouco compreendidas. Como essa mistura microbiana está ligada a mudanças associadas à obesidade, ela se configura uma questão clínica importante que tem recebido bastante atenção da pesquisa médica. Agora, um novo estudo indica que a composição dos micróbios no intestino pode conter uma chave para uma das causas da obesidade e, consequentemente, o prospecto de um futuro tratamento para o problema que atinge milhões de pessoas em todo o mundo.

• Micróbios da obesidade 2

Em artigo publicado no site “Proceedings of the National Academy of Science”, um grupo de pesquisadores nos Estados Unidos descreve uma relação entre diferentes populações microbianas no intestino e peso corporal. A ligação foi verificada em três grupos distintos de indivíduos: com peso normal; que passaram por cirurgia de redução do estômago; e pacientes com obesidade mórbida. A obesidade é uma condição séria associada com diabetes, doenças cardiovasculares, câncer e outros problemas. Nos Estados Unidos, cerca de 300 mil pessoas morrem todos os anos de doenças relacionadas à obesidade. Segundo os autores do estudo, populações microbianas distintas no intestino fazem com que o corpo precise de mais energia, tornando-o mais suscetível a desenvolver obesidade. São diferenças pequenas, mas que, com o tempo, afetam grandemente o peso do indivíduo.

• Micróbios da obesidade 3

A pesquisa feita em voluntários identificou que a composição microbiana em pessoas obesas era diferente da de indivíduos com peso normal e também daqueles que passaram por cirurgia para redução do estômago. Para os cientistas, o resultado sugere que as drásticas mudanças anatômicas promovidas pela cirurgia afetam o microbioma, o que colaboraria para apontar a eficácia do procedimento no tratamento da obesidade. Os pesquisadores destacam que o estudo é preliminar e que mais trabalhos são necessários para estabelecer as diferenças na composição da microbiota do intestino de acordo com diferenças em idade, dieta e prática de exercícios. Mas apontam a importância da relação encontrada entre as populações microbianas e a obesidade.

• Atualização em doenças digestivas

A 21ª Jornada Paulista de Atualização em Doenças Digestivas promoverá debate científico e apresentará resultados de pesquisas recentes de 2 a 5 de abril, em Águas de Lindóia (SP). A promoção é do Serviço de Gastroenterologia da Santa Casa de Ribeirão Preto e do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo. Serão alguns temas em pauta “Pseudo-obstrução intestinal: diagnóstico e terapêutica”, “Doença do refluxo gastroesofágico: qualidade de vida e distúrbios do sono”, “Distúrbios motores na dispepsia funcional”, “Tratamento cirúrgico dos tumores estromais e carcinóide”, “Tratamento multimodal do câncer gástrico”, “Terapia biológica das doenças inflamatórias intestinais” e “Alterações digestivas no diabetes melitus”. Mais informações no site www.oxfordeventos.com.br/jopaddi.