08 de julho de 2026
Geral

Uma noite de terror para Ágata

Rodrigo Ferrari
| Tempo de leitura: 2 min

Ágata tem 4 anos de idade e, até último dia 2, nunca havia posto os pés, ou melhor, as patas para fora de casa. O leitor pode deduzir, a partir dessa informação, que não estamos falando sobre uma criança, mas sim de uma cachorra cocker de propriedade da professora bauruense Cláudia Detomine, 34 anos.

Em princípio, seria possível dizer que o caso de Ágata é bem parecido com os dos outros animais de estimação citados nesta reportagem, não fosse pelo fato de a história dela ter tido um desfecho feliz. O drama da pequena cocker começou depois que sua dona resolveu passar as festas de final de ano ao lado da avó, em Araçatuba.

Cláudia viajou acompanhada da mãe e deixou a cachorra sob os cuidados do irmão Henrique, 29 anos. “Era a primeira vez que eu não a levava comigo em uma viagem”, conta a professora. Ela não sabe dizer se por algum descuido do rapaz ou por excesso de curiosidade da parte da cadela, Ágata acabou escapando de casa.

“Quando meu irmão percebeu, ela já não estava mais em casa”, conta Cláudia. Preocupado, Henrique saiu pela vizinhança batendo de casa em casa, na esperança de reencontrar Ágata. Também foi a diversas clínicas veterinárias para tentar levantar informações que pudessem levar ao paradeiro da cocker.

Como a busca não deu resultados, Henrique resolveu avisar a irmã a respeito do desaparecimento da “bebê” da casa. “Na hora em que recebi o telefonema de meu irmão, eu estava fazendo o almoço. Larguei tudo e voltei correndo para Bauru”, conta Cláudia.

Ela chegou a Bauru desesperada, mas teve sorte e ver seu drama ser resolvido como por mágica. “Fazia uma meia hora que eu havia chegado, quando um senhor me ligou avisando que havia encontrado uma cadela com as mesmas características de Ágata”, relata a dona.

O homem - a professora não consegue se lembrar do nome de seu benfeitor, pois diz que estava muito nervosa no momento em que falou com ele -, que trabalha em uma garagem na avenida Nações Unidas, próximo à casa de Cláudia, encontrou Ágata caída em um buraco, em um terreno situado ao lado do estabelecimento. “Ele me disse que havia escutado latidos de cachorro no dia 2, mas não sabia de onde vinham. No dia seguinte, o senhor voltou ouvir os ganidos e resolver conferir o que era”, diz Cláudia.

Depois de resgatar Ágata, o homem resolveu levá-la para sua casa, no Mary Dota. A cadela ganhou um banho e foi levada ao veterinário (foi na clínica, aliás, que o herói da cocker veio a saber que ela já tinha dono e estava desaparecida). “Quando fui pegá-la de volta, ela estava tão cheirosa”, garante Cláudia.