10 de julho de 2026
Saúde

Muito consumido, limão exige cuidados no verão

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 2 min

Do xarope caseiro contra a tosse até com cachaça, açúcar e gelo. Limão combina com tudo. Menos com sol. Uma pesquisa da Universidade Federal de Pelotas mostra que mesmo com protetor solar, o sumo da fruta pode manchar a pele e provocar queimaduras em dois minutos e meio.

O estudo, coordenado pelo dermatologista e professor Hiram Laranjeira Almeida Júnior, explica que a aplicação do filtro solar apenas retarda a queimadura. O conselho do médico, em publicação feita pela universidade, é que as pessoas que estiverem expostas ao sol, no verão, evitem o contato com o limão taiti ou siciliano, para que não ocorram lesões. A caipirinha na praia e até espremer o limão sobre o peixe produzem queimaduras.

Se o caso não for tão grave, ao invés de queimadura, a pessoa acaba ficando com a pele manchada. Nesses casos, de acordo com o página www.dermatologia.net, o desaparecimento das manchas ocorre de forma espontânea e gradativa, devendo-se proteger a pele da exposição ao sol, com filtros solares potentes. Despigmentantes podem ser utilizados para acelerar o processo. As reações mais intensas podem exigir o uso de medicamentos para seu controle, que devem ser indicados por um dermatologista.

Além de tomar cuidado com possíveis lesões, a pessoa também deve ser atenta no consumo da fruta. De acordo com a nutricionista Débora Tarcinalli de Souza, o limão deve ser consumido assim que for cortado. “É uma fruta muito rica em vitamina C, mas deve ser usada na hora, caso contrário, perde vitaminas e nutrientes”, observa. Dessa forma, o molho, suco e até o limãozinho para dar sabor à carne devem ser cortados na hora.

A nutricionista ressalta que o cuidado deve ser redobrado em bares que costumam servir bebidas com rodelas da fruta usadas como adereços. “Não se deve consumir fatias de limões usados como enfeites. Eles estão expostos e extremamente sujeitos à contaminação”, alerta.

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A fruta

O limão, uma das frutas mais conhecidas no mundo, é originário da Ásia. Ele chegou à Europa pelos árabes e se disseminou para os demais continentes. Nos mercados, os mais comuns são o galego, o taiti, o siciliano e o cravo.

O taiti é de tamanho médio, casca verde e lisa, muito suculento e pouco ácido. O galego é pequeno em relação aos outros limões, levemente amarelado, tem elevado grau de acidez. Por isso, é recomendável que seja usado em molhos de saladas e para cozinhar peixes, com água e sal. É bom também para sucos.

Já o cravo, quando está maduro, lembra uma mexerica, por sua coloração alaranjada. É o mais adocicado dos limões difundidos no Brasil e, por isso, muito usado em doces. Dá ainda uma ótima e perfumada limonada. O siciliano é a maior das variedades e é comum na Europa e tem uso culinário similar ao taiti. Mas, como é menos ácido, é bastante requisitado por chefs confeiteiros.