Uma planta no jardim ou no vaso dentro de casa harmoniza o ambiente. Mas cuidado: existem cerca de 400 espécies de plantas tóxicas catalogadas, das quais aproximadamente 270 são ornamentais. Elas são chamadas plantas tóxicas porque apresentam princípios ativos capazes de causar graves intoxicações quando ingeridas ou irritações cutâneas quando tocadas. Com o objetivo de informar e orientar a população sobre o assunto, o Serviço Social da Indústria (Sesi) de Bauru realizou, ontem, uma aula especial para ensinar as pessoas a reconhecerem essas plantas.
Ministrada pela bióloga Teresa Cristina Aragão Domingos Mastrangelli, a aula foi direcionada à comunidade e, principalmente, aos alunos dos cursos de jardinagem e paisagismo da instituição. Segundo a bióloga, atualmente existem 400 espécies de plantas tóxicas, dentre elas, cerca de 270 são ornamentais. “Algumas delas têm seiva leitosa esbranquiçada, característica que deixa o reconhecimento mais fácil, mas no geral, elas não possuem características específicas”, explica Teresa.
“O ideal seria que cada pessoa conhecesse o histórico da planta que está comprando, saber se ela apresenta toxina ou não. Mas na maioria dos casos elas são comercializadas por pessoas que não sabem informar”, acrescenta. Teresa conta que geralmente a intoxicação por plantas acontece por desconhecimento do potencial tóxico da espécie, algumas podem até causar a morte.
Segundo dados do Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas (Sinitox), cerca de 60% dos casos de intoxicação por plantas tóxicas no Brasil ocorrem com crianças menores de 9 anos. E a maioria, 80% destes casos, são acidentais. “As pessoas mais atingidas são as crianças e os animais domésticos, principalmente os mais ativos e jovens. Mas é importante ressaltar que a reação de cada pessoa varia de acordo com o seu organismo. As pessoas alérgicas, por exemplo, são mais sensíveis e podem ter reações mais graves”, revela a bióloga.
Na aula, de duas horas, ela mostrou os princípios ativos de cada planta. “Assim o aluno sai daqui sabendo prestar o socorro necessário e de forma rápida em caso de intoxicação”, afirma Teresa. “Além disso, não queremos falar para as pessoas não terem essas plantas, queremos apenas ensinar e mostrar que é preciso o uso de equipamentos corretos para o manuseio destas”, complementa ela que usa máscara e luva para manusear a planta tóxica.
Entre as plantas tóxicas mais comuns estão: azaléia, camará, jasmim-manga, eucalipto, lírio-da-paz, espada-de-são-jorge, mandioca, comigo-ninguém-pode, copo-de-leite, entre outras. Não há uma data marcada para a próxima aula sobre o tema, mas o Sesi possui uma lista de espera para os interessados. Cada aula pode atender até 30 pessoas.
• Serviço
Para colocar o nome na lista de espera para o curso do Sesi, os interessados devem entrar em contato pelo telefone (14) 3234-7171 ou 3234-1066.