Cairo - As autoridades egípcias tentam convencer o grupo islâmico radical Hamas a aceitar a oferta de trégua em Gaza antes das eleições legislativas em Israel, em 10 de fevereiro, que pode dar vitória ao Likud, partido de Benjamin Netanyahu.
Segundo o jornal “Asharq Al Awsat”, as autoridades egípcias - que mediaram a última trégua oficial entre Hamas e Israel, encerrada em 19 de dezembro - alertaram o Hamas sobre as pesquisas de opinião que indicam vantagem da oposição nas urnas, o que poderia levar a uma coalizão de “partidos extremistas”.
O jornal cita as autoridades dizendo que o Hamas pode “perder tudo” sob estas circunstâncias.
O Egito exige ainda que a trégua entre as duas partes dure “anos”, embora porta-voz do Hamas tenha dito que o grupo aceitaria um período entre um ano e 18 meses. Segundo Ismail Radwan, porta-voz, um cessar-fogo muito longo “mata” o direito à resistência dos grupos palestinos.
Negociadores dos Hamas e Israel fizeram reuniões ontem no Cairo para tentar prolongar o frágil acordo de cessar-fogo iniciado no dia 18 de janeiro que interrompeu a ofensiva israelense contra o grupo na faixa de Gaza. O governo de Israel propôs anteontem um cessar-fogo de 18 meses com o Hamas junto a mediadores do Egito. O grupo islâmico, porém, pediu que a trégua dure apenas um ano, confirmou um oficial do Hamas.