09 de julho de 2026
Internacional

Barack Obama vai ao Capitólio por pacote e fala com russos e árabes

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Washington - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse ontem, após visita ao Congresso norte-americano, que os legisladores do país devem deixar a política “de lado” e trabalhar juntos pela aprovação rápida do novo pacote de estímulo econômico, de US$ 825 bilhões.

“Eu não tenho a expectativa de ter um acordo de 100% com meus colegas republicanos, mas espero que todos nós deixemos a política de lado e nos preocupemos com o povo americano imediatamente”, afirmou Obama.

“As estatísticas mostram, diariamente, a gravidade e a urgência da situação econômica. O povo americano espera uma ação”, disse, após reunião com senadores democratas e republicanos nesta tarde. “Eu estou absolutamente confiante que nós podemos confiar em um acordo, mas a chave é assegurar que manteremos as questões políticas no menor patamar possível.”

Obama fez sua primeira visita ao Capitólio desde sua posse para ouvir o que os republicanos tinham a dizer sobre o pacote proposto por ele -a principal reclamação é sobre um “corte insuficiente” de taxas e impostos e gastos excessivos.

Medvedev

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e o presidente da Rússia, Dmitry Medvedev, concordaram sobre a necessidade de pôr fim às “flutuações” nas relações entre os dois países em um telefonema anteontem, informou a Casa Branca ontem.

“Os presidentes concordaram que, como eram ambos líderes novos vindos de uma geração pós-Guerra Fria, eles tinha uma oportunidade única para estabelecer um tipo fundamentalmente diferente de relacionamento entre os dois países”, disse a Casa Branca.

Entrevista a árabes

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, concedeu na noite de anteontem sua primeira entrevista a uma emissora árabe, a TV Al Arabiya, e declarou que os americanos não são inimigos do mundo muçulmano. A entrevista marcou um tom mais ameno de seu primeiro discurso, no último dia 20, no qual afirmou “ao mundo muçulmano” que os EUA buscam “um novo modo de progredir”.

Na entrevista, Obama lembrou os vários anos em que viveu na Indonésia quando era criança e que suas viagens a países muçulmanos o convenceram de que, independente da fé, as pessoas têm sonhos e esperanças similares.