11 de julho de 2026
Nacional

Metalúrgicos aceitam outro acordo para reduzir salário e jornada em SP

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

São Paulo - Metalúrgicos de mais uma empresa de São Paulo, a Olimpus, fabricante de antenas e alarmes para o setor automotivo, aprovaram ontem acordo de redução da jornada de trabalho e salário. Em contrapartida, os funcionários conseguiram estabilidade no emprego até o dia 30 de setembro.

Pelo acordo aprovado em assembleia, a jornada de trabalho será reduzida em 20% nos meses de fevereiro e março, e salário ficou reduzido em 15%.

Segundo balanço do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, por acordos semelhantes, cerca de 5.600 trabalhadores de empresas da cidade já aceitaram reduzir salário e jornada com estabilidade no emprego.

“O processo de negociação com as empresas que estão nos procurando está impedindo demissões”, avalia Miguel Torres, presidente do sindicato.

Até agora já foram fechados acordos com cinco empresas de São Paulo - além da Olimpus, Samot, Autopeças Sabó, MWM Motores e Valeo.

A redução da jornada de trabalho e salários tem sido debatida com polêmica entre empresas, trabalhadores e sindicatos. Enquanto os empregadores defendem as reduções como medida de evitar o desemprego e demissões, os sindicatos afirmam que a proposta lesa os interesses dos trabalhadores.

Dentro da discussão, os lados discordam ainda sobre a garantia de estabilidade do emprego. As empresas dizem ser impossível garantir a manutenção das vagas, enquanto os trabalhadores afirmam que sem esta prerrogativa não é possível sequer iniciar alguma conversa.

As centrais sindicais defendem ainda a redução da contribuição ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) por parte das empresas para evitar mais demissões no setor produtivo.

Nesse contexto, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, apoiam a redução da jornada de trabalho e de salários para evitar demissões no País. Ele adverte, no entanto, que um possível acordo não vai garantir estabilidade do emprego - o que foi repudiado pelas centrais sindicais, inclusive a Força Sindical, que chegou a aceitar a medida.