08 de julho de 2026
Nacional

PM aumenta efetivo em Paraisópolis

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

São Paulo - O número de policiais militares na favela de Paraisópolis (zona oeste de São Paulo) passou de 180 para 330 na tarde de ontem, com o objetivo de coibir novos tumultos na comunidade. Anteontem, um confronto terminou com quatro PMs feridos - três deles baleados.

Segundo a polícia, os 180 policiais que ocupavam a favela permaneceram no local ao término do turno de trabalho e se juntaram aos outros PMs que chegaram à comunidade. O secretário da Segurança, Ronaldo Marzagão, retornaria ao local na tarde de ontem.

A situação em Paraisópolis é de aparente tranquilidade e, por volta das 16 horas, o comércio funcionava normalmente. No começo da tarde, o estouro de rojões deixou em alerta os policiais militares. Não foram registrados tumultos e ninguém foi detido.

Um telefonema anônimo com supostas ameaças fez uma escola fechar as portas. A unidade, patrocinada por uma seguradora e que atende cerca de 600 crianças, dispensou os alunos e interromper suas atividades no período da tarde. Outra escola da região também teria dispensado os alunos.

Protesto

Para a PM, o protesto de anteontem foi orquestrado e teve como motivo a morte de um morador da favela e fugitivo da polícia, em suposto confronto com policiais militares no domingo.

Segundo balanço da Subprefeitura de Campo Limpo, foram retirados sete caminhões com entulho deixado pelos manifestantes anteontem. Foram montadas barricadas e veículos foram queimados. Ontem, foram removidos quatro carros e uma Kombi.

O presidente da União dos Moradores e do Comércio de Paraisópolis, Gilson Rodrigues, diz que ainda conversa com lideranças para confirmar o real motivo da manifestação. Segundo ele, a PM não ocupava a favela desde 2002, quando um projeto levou a polícia à comunidade por 15 dias.

Prevenção

A PM montou uma base na praça Moacyr Nicodemos. Cerca de 20 carros da corporação e mais de 50 policiais permanecem no local.

Para evitar transtornos, policiais foram colocados na avenida Giovanni Gronchi, no acesso à favela. Em Paraisópolis, policiais fazem rondas pelas vias da favela e alguns mostram as armas ao lado das portas dos veículos.