07 de julho de 2026
Leonardo de Brito

Em Confiança

Leonardo de Brito
| Tempo de leitura: 4 min

IRRECONHECÍVEL

O Palmeiras não tremeu no Palestra Itália, onde é quase imbatível. E também não acho que é um time mutante, como já estão dizendo, por dominar o Campeonato Paulista e fracassar na Taça Libertadores. O lance é que na derrota para o Colo Colo, o Alviverde esteve irreconhecível, fez a sua pior partida da temporada. A maior posse de bola foi do time brasileiro, mas a equipe chilena, mesmo inferior tecnicamente, teve uma atuação firme e objetiva, liquidando o adversário nos contra-ataques. Mereceu vencer, com um homem a menos, vale lembrar. Esse meia, o Torres, joga muito. Todos os setores do time de Vanderlei Luxemburgo não funcionaram na partida de terça-feira. A defesa falhou nos três gols, enquanto meio-campo e ataque sentiram a falta de experiência para uma competição como a Libertadores, onde a pegada, catimba e a malícia fazem a diferença. Apenas o volante Pierre, se salvou, pela disciplina tática e uma garra incomum. Ainda sem vencer, o Palmeiras se complicou no grupo 1, o “grupo da morte”, segurando a lanterna.

LUXEMBURGO

Tido e havido como o melhor treinador do futebol brasileiro, por conquistar muitos títulos estaduais e nacionais, Vanderlei Luxemburgo não deve ser o mesmo comandante em competições internacionais. Não foi bem no Real Madrid e na Olimpíada de Sydney/2000. Volto a afirmar que o Palmeiras foi mal e mereceu perder do Colo Colo, mas acho que Luxa não é um técnico copeiro. Aliás, após o jogo de terça, no Palestra, a Mancha Verde gritou. “Chega de historinha, Luxemburgo só ganha Paulistinha”.

DÁ-LHE, TRICOLOR

Depois do empate contra o Independiente de Medellin, na estréia, o São Paulo enfrenta outro time colombiano, tentando hoje à noite, a primeira vitória, portanto, na Libertadores. O Tricolor encara o América de Cali, no estádio Pascual Guerrero, construído para o Pan-Americano de 1971. Como aconteceu em 2008, o São Paulo ainda não decolou de vez neste início de 2009, ocupando o terceiro lugar, tanto no Paulistão como no grupo 4 da competição continental. O técnici Muricy Ramalho tem dúvidas para escalar a equipe e também em relação esquema tático, que pode ser o 3-5-2 ou 4-4-2. Uma coisa é certa: serão usados os contra-ataques para frear a empolgação do time da Colômbia. Em caso de novo tropeço hoje, uma crise, mesmo que de leve, pode rondar o Morumbi.

CAMINHO INVERSO

O Noroeste não conseguiu montar bons times no Brasileiro da Série C, porque os boleiros mais cobiçados costumam optar pelas séries A e B. Outros, recebem propostas da Segundona estadual, mas preferem jogar por menos na Primeirona. Já Marcelo Santos, resolveu trocar o Noroeste pelo Linense, da Série A2.

AMADORZÃO

Por falta de campos, pode ser cancelada a rodada de domingo, da Copa 87 FM. Acho isso muito estranho, porque oito estádios distritais são da prefeitura. São eles: Horácio Cunha (Bela Vista), Padilhão (Vila Giunta), Nélson Reginato do Canto (Jardim Redentor), Galvão de Moura (Gasparini), Toninho Guerreiro (Mary Dota), Milagrão (Nova Esperança), Edmundo Coube (Araruna) e Edson Leite (Vila Santista).

NOROESTINOS

Pela matemática de Lenivaldo Borges Trancoso, o Noroeste continuará na Série A1, sem depender dos outros, se ganhar 22 pontos dos 27 que vai disputar. Também acho, pois 21 é arriscado. E se ganhar 20 pontos, pode ser rebaixado. Para o também torcedor noroestino Vicente Zurini, Marcinho vive no Norusca, a mesma situação de Lúcio Flávio no Santos: não estão sendo escalados, mas são dois craques, que apenas atravessam má fase. Vicente diz que lê esta coluna desde que o Jornal da Cidade foi fundado. “Se não fosse boa nesses mais de 40 anos, o jornal cortaria Em Confiança”, diz Vicente. Obrigado, amigo. Daqui a pouco vão dizer que tenho um blog para notícias pessoais. Não tenho culpa se é um leitor que está enchendo minha bola. Divulgo tudo que recebo dos leitores, não respondo por e-mails e sim, diretamente pela coluna.

O TRIBUTO

Antes do embarque do São Paulo para a Colômbia, terça-feira, em Cumbica, Rogério Ceni recebeu das mãos de Sabrina Sato, o troféu ‘Chato do Ano’, do programa Pânico na TV. Claro que se trata de uma brincadeira, e o simpático goleirão (na minha opinião) levou na esportiva, dizendo que é chato, mesmo. É o tributo pago pela glória e pela fama, e como lembra o folclórico Luisão, ninguém chuta cachorro morto.

MEMÓRIA

Decisão do Campeonato da Primeira Divisão/1970: Noroeste 1 x 0 Nacional, no Palestra Itália, gol de Fedato. Árbitro: Oscar Scolfaro. O Norusca, comandado pelo técnico Muca, voltou a disputar a Divisão Especial, após sofrer o seu primeiro rebaixamento, em 1966. Noroeste: Chiquinho; Romualdo, Luisão, Marco Antônio Machado e Bonfim; Nascimento e Foguinho; Odair Cologna, Márcio, Fedato e Mário Augusto (Ramos). Nacional: Valdir; Zé Carlos, Jaime, Ranulfo e Elpídio; Perez e Aílton; Barnabé, Osmar, Adriano (Vilson) e Ferreira.

CURIOSIDADE

Naquela época, a divisão principal era a Especial. A Primeirona (divisão de acesso) era equivalente a atual Segundona e depois passou a ser chamada de Divisão Intermediária. Hoje é a Série A2.

AQUELE ABRAÇO

Aquele abraço Zé da Barca, Claudinho do Queijo e Osmarzão, que vão curtir chorinho hoje à noite, na reabertura do Jeribá. Alô Luiz Maffei, garçom internacional: um abraço e tratamento de rei aos três cardeais do nosso futebol amador.