10 de julho de 2026
Regional

Secretaria da Educação admite que vai descartar oito mil apostilas

Carlos Demarchi
| Tempo de leitura: 2 min

Jaú - Oito mil apostilas que seriam usadas pelos alunos do ensino fundamental podem ficar sem uso em Jaú. Isso porque, no final do mandato de João Sanzovo Neto (PSDB), em 2008, o material foi adquirido pela prefeitura da empresa Positivo mesmo sabendo que haveria transição de governo.

A licitação foi feita em 18 de dezembro do ano passado, por meio de um aditivo, que adquiriu as apostilas para o primeiro bimestre deste ano. Entretanto, um novo processo de licitação deve ser feito, porque a renovação do contrato elevaria em 25% o valor do produto, o que seria uma desvantagem para o município.

Segundo o secretário de Educação de Jaú, Luiz Carlos de Campos Prado Junior, deve ser feito um novo contrato com a participação de outras empresas além da Positivo, Objetivo, Pueri Domos e Gênesis.

“Optamos por um novo processo de licitação. Nosso foco é que chegue aos alunos uma aprendizagem de qualidade”, disse o secretário. Ao contrário da Positivo - que oferece apostilas bimestralmente – a secretaria pretende usar o material com periodicidade anual.

Junior afirmou que a orientação dos professores e diretores é de que as apostilas com a qual se inicia o ano se mantenham. “Como já está começando, o sistema não será adotado já porque outra empresa pode ganhar a licitação e haver alteração”, disse.

Questionado sobre o descarte do material escolar, o secretário de Educação relatou que as apostilas devem servir como complemento das atividades. Segundo ele, se o processo de licitação for rápido, a empresa vencedora já fornecerá o material escolar de imediato”, relata. As aulas nas escolas municipais começam no próximo dia 9 em Jaú. A abertura do edital ainda está para ser definida e deve ser divulgada em breve.

A Câmara Municipal de Jaú pretende avaliar o caso e verificar se houve prejuízo aos cofres públicos. Segundo um vereador, que pediu para não ser identificado, o prejuízo deve ser de R$ 300 mil com a não-utilização do material escolar apostilado.