08 de julho de 2026
Nacional

Câmara muda regra de ajuda de custo

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Brasília - A Mesa Diretora da Câmara decidiu ontem que irá tornar o pagamento da ajuda de custo aos parlamentares, no valor de um salário - R$ 16.510,09 -, proporcional aos dias trabalhados. A medida foi adotada depois que veio à tona a informação de que seis deputados, que assumiram os cargos para participar da eleição da nova Mesa Diretora, receberam a ajuda.

O presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), e os novos integrantes da Mesa Diretora da Casa definiram que será elaborado um ato para suspender o pagamento.

A medida será aplicada a partir do ano que vem, mas Temer disse ter entrado em contato com alguns dos seis deputados - Cassio Taniguchi (DEM-PR), Alberto Fraga (DEM-DF), Osmar Terra (PMDB-RS), Walter Feldman (PSDB-SP), Jorge Bittar (PT-RJ) e Bispo Rodovalho (DEM-DF) - que assumiram os cargos e que eles concordaram em abrir mão da quantia.

No início de cada sessão legislativa, os deputados têm direito a uma ajuda de custos para iniciar os trabalhos. Atualmente, nada impede que deputados que trabalharam apenas dois dias em fevereiro, como os seis que retornaram para a eleição da Mesa Diretora no dia 2, recebam a quantia.

Senado

O Senado concluiu ontem a eleição da sua Mesa Diretora com a escolha dos parlamentares que ficarão no comando da Casa Legislativa nos próximos dois anos. Superado o impasse entre o PR e o PDT, que disputavam a quarta secretaria, os senadores terminaram a composição da Mesa com a escolha dos suplentes. Os últimos integrantes da Mesa foram eleitos por 63 votos favoráveis, três contrários e uma abstenção.

No Senado, a divisão dos cargos é feita com base no tamanho das bancadas partidárias. As legendas que reúnem o maior número de senadores têm direito a escolher os cargos da Mesa, por ordem de preferência. A disputa entre o PR e o PDT ocorreu porque ambos diziam ter, numericamente, direito a um dos cargos da Mesa.

Depois do impasse, a senadora Patrícia Saboya (PDT-CE) foi eleita para a quarta-secretaria. O PR, por sua vez, vai ocupar a primeira suplência da Mesa com o senador César Borges (PR-BA). O PT deixou sua vaga na Mesa para acomodar o PR com o objetivo de colaborar para o fim da disputa entre o PDT e o PR.

Os petistas haviam prometido a suplência do partido para o senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), que abriu mão do cargo para promover o acordo entre os dois partidos.