07 de julho de 2026
Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
| Tempo de leitura: 2 min

• Incomodado

O presidente da Câmara Municipal, Pastor Luiz Carlos Barbosa (PTB), ficou visivelmente incomodado com a repentina saída do prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) de seu gabinete no meio de uma reunião, na manhã de ontem, que discutia a proposta de contratação de presos do regime semi-aberto pela Prefeitura de Bauru para o trabalho de limpeza da cidade.

• Tocou o celular

Seu celular tocou e o prefeito saiu dizendo que estava indo dar uma entrevista. O vazio da cadeira ao lado incomodou o Pastor Luiz, que sussurrou para a seu chefe de gabinete, Ricardo Oliveira, sobre a saída e o paradeiro do prefeito. Oliveira tratou logo de mudar o foco da atenção do presidente do Legislativo.

• Assunto sério

Já o foco do prefeito era outro. Ele retornou à reunião, que prosseguia sem sua presença, e que acabou como convém a uma clássica reunião política: nova reunião foi solicitada. A discussão envolvia várias instituições e não avançou, ontem, pois há muito o que se detalhar sobre um convênio com uma fundação para gerir dinheiro público na contratação de sentenciados pela prefeitura.

• Divergências

O prefeito Rodrigo Agostinho e o Pastor Luiz divergem em relação à contratação. Politicamente, o prefeito não quis sepultar a proposta e deixou em suspenso o tema. Porém, o peemedebista foi taxativo ao afirmar na reunião que, diante da crise econômica mundial, a Prefeitura de Bauru optará pela contratação de trabalhadores desempregados e não sentenciados.

• Época difícil

Para ampliar as dúvidas, Rodrigo lembrou que o servidor vai pedir reposição salarial no mês que vem, o que exige ainda mais cautela para a abertura de novas frentes de despesa com contratações, ainda mais de terceirizados. Outra questão que o prefeito disse que ainda precisa ser avaliada na contratação de presos é o que diz a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

• Suplências

A vereadora Chiara Ranieri (DEM) pode ter de antecipar sua licença para se preparar para a fase final de gravidez. Assim, Fábio Manfrinato (DEM) poderá assumir a vaga temporária até o final da próxima semana. No caso do vereador Jurandyr Bueno Filho (PPS), se sua recuperação de saúde perdurar por mais de 15 dias, quem terá de assumir será Moisés Rossi (PPS), policial federal aposentado. Sobre a saúde de Jurandyr, leia na página 3.

• Curso de RH

A administração municipal atendeu a pedido da vereadora Chiara Ranieri para inclusão do curso superior de gestão em recursos humanos como habilitados a disputar o cargo de analista de recursos, cujo concurso foi aberto pela prefeitura. No município, cinco instituições formam profissionais com esta habilitação.

• Área maior

Representantes da Polícia Científica Regional solicitaram ontem a Rodrigo e à vice, Estela Almagro (PT), a ampliação da área doada, na avenida Luiz Edmundo Coube, para abrigar a nova sede do órgão. A preocupação é que os 3.000 m2 doados em 2008 não atendam às necessidades, já que 1.800 m2 será de área construída e 20% é de reserva legal. O Executivo vai estudar o pedido.