09 de julho de 2026
Internacional

Farc libertam ex-deputado na Colômbia


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Cali - As Farc libertaram ontem na selva da Colômbia o ex-deputado Sigifredo López, na última libertação unilateral da guerrilha esta semana, após outros cinco reféns terem reencontrado suas famílias.

O político, de 45 anos e que permaneceu quase sete anos sequestrado pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), fazia parte de um grupo de reféns que os rebeldes buscam trocar por 500 guerrilheiros presos.

“Na zona rural do departamento do Cauca, as Farc entregaram à senadora Piedad Córdoba e a delegados do Comitê Internacional da Cruz Vermelha o ex-deputado do Valle Sigifredo López”, informou um comunicado do órgão humanitário.

Depois de pousar no helicóptero brasileiro que o recolheu na selva, López, vestindo camiseta e calça escura, boné e botas de borracha, abraçou seus dois filhos, Lucas e Sergio, e chorou emotivamente.

O político, que recebeu rosas vermelhas e brancas, também abraçou a mãe e a esposa, Patrícia Nieto.

“Estou bem, estou bem. Uma vez que estou vivo e livre, o resto não é problema”, disse López em suas primeiras declarações.

O ex-parlamentar aparentava boas condições de saúde, e misturava permanentemente o riso e o choro.

Auxílio brasileiro

O envolvimento do Brasil na ação de resgate dos reféns das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) na Colômbia deu à missão uma dimensão internacional, segundo Patricia Danzi, chefe de operações do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) para a América Latina.

O Exército do Brasil forneceu helicópteros e pilotos para a missão humanitária. As aeronaves foram identificadas com o símbolo da Cruz Vermelha. “O fato de um terceiro país (Brasil) estar disposto a dar apoio logístico a uma operação humanitária é muito louvável”, disse Danzi, em entrevista divulgada pela organização. “Todos concordam que a equipe brasileira do helicóptero é muito profissional e estão fazendo um ótimo trabalho apesar da sua falta de familiaridade com a área por onde tiveram que voar”, completou.

Apesar das libertações, milhares de pessoas seguem sendo reféns de grupos guerrilheiros na Colômbia. Estima-se que só as Farc mantenham ainda cerca de 700 pessoas em cativeiros.