10 de julho de 2026
Polícia

Morte de costureira nos Altos deixa os vizinhos apreensivos

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 2 min

Os moradores dos Altos da Cidade, em Bauru, estão em alerta. Após o brutal assassinato da costureira Ida Kanô, 81 anos, que morava no bairro, vizinhos contam que o clima é de tensão. A polícia ainda caça quem matou a idosa e o patrulhamento na área foi reforçado.

A técnica em enfermagem Carla Faria, que mora na quadra 17 da rua Virgílio Malta, conta que depois do homicídio ficou preocupada. “O clima por aqui está muito tenso. Tenho medo de ficar sozinha em casa”, revela. Ela lembra que seus vizinhos são maioria idosos e todos estão muito preocupados”, conta. Carla mora há um ano e meio no bairro e acredita que a sensação de segurança vai demorar para ser restabelecida.

Lourdes Teixeira, 85 anos, está apreensiva. “Na verdade, todo mundo ficou bastante nervoso depois do que aconteceu. Foi uma tragédia, um ato brutal”, afirma. Viúva, Lourdes não fica sozinha em casa e não pretende aumentar a segurança de seu imóvel. “Já tenho um muro muito alto e grades em todas as portas e janelas”, destaca. Ela conta que mora na quadra 7 da rua Aviador Gomes Ribeiro há mais de 60 anos. “O bairro sempre foi muito tranqüilo e seguro”, conta. Para ela, o crime foi um ato isolado.

Hilário Michelini, 60 anos, mora com a família na rua Monsenhor Claro, apenas algumas quadras da residência da costureira. “Todo mundo ficou bastante assustado. É uma coisa que ninguém espera”, diz. Mas ele também acredita que o bairro continua seguro. “A gente fica apreensivo, mas aqui sempre foi um lugar tranqüilo”, diz.

De acordo com o capitão Renato Ramos, comandante da 1.ª Companhia da Polícia Militar (PM) de Bauru, o bairro tem tráfego intenso de viaturas. Além disso, o policiamento na região foi intensificado. “A PM reforçou o patrulhamento na área”, afirma. A Delegacia de Investigações Gerais (DIG) prossegue o trabalho de averiguação do caso. Ontem, mais pessoas foram ouvidas na unidade especializada.

Ida Kanô foi encontrada morta, dentro de sua casa, na quadra 12 da rua Monsenhor Claro, na tarde de quarta-feira. Uma cliente da costureira foi até a casa dela. Ao perceber a porta entreaberta, chamou por Kanô. Como a idosa não respondia, entrou em contato com a sobrinha da vítima, porque a costureira morava sozinha e não tinha filhos.

Após chegar à casa da tia, a sobrinha encontrou o corpo de Kanô caído no corredor. Em seguida, ela procurou a PM. Os policiais verificaram que a residência estava toda revirada, como se alguém procurasse alguma coisa de valor. Supõense, algumas jóias que a idosa guardava foram levadas. Kanô foi encontrada caída no corredor próximo ao banheiro, com ferimentos na face. Kanô foi atingida mais de uma vez na face por um instrumento contundente. Os golpes provocaram um trauma cranioencefálico, com afundamento do nariz e mandíbula, levando a idosa à morte. O exame necroscópico constatou que houve violência sexual.