08 de julho de 2026
Regional

Vereador pede explicação para descarte de apostilas

Davi Venturino
| Tempo de leitura: 2 min

Jaú - O vereador Carlos Alexandre Ramos (PT) considera um “equívoco” a compra de grande quantidade apostilas para a Educação de Jaú (47 quilômetros de Bauru) no final da gestão passada. Há risco de o lote ser descartado neste ano. A nova administração alega que a apostila era rejeitada pelos professores e o custo é alto para ser adquirido por aditamento do contrato . A Secretaria anunciou abertura de nova licitação para comprar novo material pedagógico.

O petista reclama que não houve um debate com os professores para substituir as apostilas e na transição de governo, a administração de João Sanzovo Neto (PSDB) não informou a compra das apostilas à nova gestão. “O que eu pergunto é se houve a transição, porque fazer uma despesa de R$ 300 mil sem comunicar à transição é um absurdo”, diz.

O vereador pede explicações por meio da Câmara. “O que estamos questionando é se não havia outra opção. Por exemplo, já que comprou o que impede de usar (as apostilas) e fazer a licitação no segundo bimestre”, pergunta. “O que é confuso é deixar parado o material, começar o ano sem apostilas e esperar o resultado de nova licitação. Este é o questionamento que a gente vem fazendo”, disse Ramos.

A Secretaria Municipal de Educação confirma abrir licitação para comprar novo material pedagógico às escolas municipais.

O secretário de Educação de Jaú, Luiz Carlos de Campos Prado Júnior, alega que vai substituir o material apostilado, porque há “alto grau” de rejeição pelos professores. O material foi adotado desde 2005 pelo governo tucano.

Para ele, houve aumento de 25% no custo se comprar por aditamento de contrato.

Prado Júnior justifica não usar a apostila do governo passado devido o desempenho ruim das escolas municipais na avaliação do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB).

A equipe pedagógica da Secretaria de Educação de Jaú avalia outras opções de apostilas. A idéia é encontrar material de maior qualidade pedagógica e que tenha relação custo-benefício mais vantajosa para o município, alegou o secretário.

Para ele, a abertura de licitação para compra de apostilas não é desperdício de dinheiro público. “A preocupação maior é fazer bom uso do dinheiro público, fazendo com que as crianças realmente aprendam e que nossas escolas tenham uma qualidade de ensino cada vez melhor”, completa o secretário.