08 de julho de 2026
Nacional

Peso pode ter provocado queda


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Manaus - A Aeronáutica investiga se o avião Bandeirante da Manaus Aero Táxi, que caiu no sábado matando 24 pessoas, estava com sobrepeso durante a decolagem. A apuração é realizada pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa). O turboélice poderia se manter no ar com um só motor, desde que o limite de peso não fosse excedido. A aeronave estava certificada para transportar 19 pessoas, segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), e estava com 28 pessoas, incluindo dois tripulantes. Somente quatro pessoas sobreviveram, incluindo dois irmãos.

Segundo a Aeronáutica, o avião sofreu pane em um dos motores e o piloto César Grieger tentou um pouco forçado no rio, a 500 metros da pista do Aeroporto de Manacapuru, a 102 quilômetros de Manaus. Esse foi o segundo maior acidente aéreo do Amazonas. O aparelho prefixo PT-SEA, caiu por volta das 16 horas do sábado. Ele seguia de Coari para a capital amazonense.

O tenente-coronel Vladimir Marques, do Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa), informou que em dez dias será concluído relatório inicial sobre a queda. Depois disso, começará uma investigação mais detalhada, que pode demorar um ano.

No fim da tarde de ontem, o vice-presidente da Manaus Aero Táxi, Fernando Pacheco Filho, descartou a possibilidade de a aeronave ter caído por causa do sobrepeso sem, porém, apresentar documentação contrária.