Uma covardia. É assim que Antonio Carlos Gimenez, 53 anos, define o furto da cachorra poodle micro toy Hálicy, levada durante uma “limpa” feita por ladrões em sua residência, no Jardim Panorama, no domingo. Além da cachorra, foram levados diversos bens da família. A cachorrinha de 3 anos é de estimação da esposa de Gimenez que, ontem, preparava um anúncio para tentar recuperar o animal da família. “Estamos todos muito tristes”, lamenta.
A casa foi invadida anteontem em um período em que a família se ausentou. Gimenez não descarta a possibilidade de os ladrões terem informações da movimentação da família. O imóvel, na quadra 7 da rua Edmundo Antunes, tem sistema de segurança, que não intimidou os marginais. Segundo o morador, os invasores abriram o portão de ferro e entraram no imóvel, passando por outra porta.
Ao ladrões levaram duas câmeras filmadoras, dois laptops, um celular, seis relógios de pulso, jóias, um aparelho GPS, um talão de cheques, um cartão bancário, documentos, roupas de bebê e ainda a cachorrinha Hálicy. A poodle tem pelagem cor champanha. O anúncio do desaparecimento está publicado hoje no JC. Quem tiver alguma informação pode contatar Gimenez pelo telefone (14) 3232-3877. O proprietário oferece gratificação.
Comércio ilegal
O furto da cachorra é um indício da existência de um mercado ilegal de animais de raça. Isso porque não são raros os casos de animais, principalmente os mais requisitados no mercado, furtados de quintais e casas. Quando o cão da raça lhasa apso fugiu de casa, Silvia (nome fictício da proprietária, que preferiu não ser identificada) descobriu um esquema criminoso de comércio de animais.
Ela comenta que distribuiu cartazes em várias partes da Vila Cardia, onde morava, e desconfiava que seu animal estava na casa de uma pessoa conhecida no bairro. Os cartazes afixados nas imediações desapareceram, exceto um que ficou no mural de um mercado.
O anúncio foi visto por uma vizinha da pessoa que estava com o cachorro, que avisou Silvia. Imaginando encontrar resistência para reaver o animal, a proprietária formalizou um boletim de ocorrência e foi com policiais até a casa da suspeita, onde recuperou o cão.
De acordo com Silvia, a mulher mantinha no imóvel um canil clandestino e comercializava animais. Como seu cão tinha como hábito fugir, a proprietária redobrou os cuidados. Pouco tempo depois, o cão sumiu definitivamente. Ela acredita que o animal tenha sido furtado de dentro de sua residência.
Na véspera do último Réveillon, ladrões que roubaram uma família da zona sul de Bauru também levaram, além de vários objetos de valor da casa, o cachorro de estimação. Dias depois, o animal foi localizado, abandonado, em Agudos, mesma cidade onde foram presos acusados pelo roubo.
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‘Procura-se Luly’
O paradeiro da cadelinha Luly, uma pintcher de 3 anos, virou uma saga para a família de Edmundo Fraga Lopes. A mobilização é grande para saber notícias do animal que desapareceu no início deste ano da residência, em um condomínio da cidade. Ele demonstra certo desânimo após idas e vindas com informações desencontradas, algumas movidas até pelo interesse de recebimento de recompensa.
Atualmente, Lopes acredita que uma das possibilidades é o animal ter sido comprado e quem investiu na aquisição não quer ficar com o prejuízo. “Por isso, um anúncio divulgado no rádio diz: ‘Se o senhor se apegou à cachorrinha, devolva que o Edmundo compra outra’, ressalta.
No final de semana que a fotografia do animal foi publicada pelo JC, Lopes recebeu 12 ligações. A metade tratava-se de informações sobre cachorros de outras raças e o restante sobre animais com características diferentes das da cadela Luly.
“Agora ligam dizendo que perto de tal lugar tem um cachorrinho. Aí, corro lá e é um macho. Eu e meus três filhos, inclusive a menor, estamos chateados”, diz. Hoje Lopes completa um mês de procura pelo animal. A hipótese de a cachorra ter sido furtada, na opinião dele, é pouco provável. No entanto, não descarta a possibilidade do animal ter sido encontrado na rua e vendido a terceiros.
“Uma pessoa me disse que tem gente que seqüestra cachorro e depois pede resgate”, explica. Quem puder colaborar com Lopes pode fazer contato pelo telefone (14) 3236-1307.