10 de julho de 2026
Internacional

Em Israel, Livni apressa negociação


| Tempo de leitura: 2 min

Tel-Aviv - Poucas horas depois dos primeiros resultados concretos da vitória do centrista e governante Kadima nas eleições legislativas de ontem, em Israel, a chanceler e candidata a premiê pelo partido, Tzipi Livni, convocou uma reunião com o ultraconservador Avigdor Lieberman para discutir um governo de coalizão.

A pressa é justificada, já que Livni larga com apenas uma cadeira a mais que o principal rival no Parlamento e grande desvantagem de ideologia nas negociações com a ala de ultradireita.

Com 99,7% das urnas apuradas, o Kadima tem 28 das 120 cadeiras do Parlamento, apenas uma a mais que o rival e favorito Likud (direita), liderado por Binyamin Netanyahu, e 23 a menos que a maioria necessária para garantir governabilidade e o posto de chefe de governo.

“O Likud está em uma posição muito mais confortável de negociação e deve ganhar a disputa por uma coalizão”, afirma Gideon Rahat, professor de ciência política da Universidade Hebraica de Jerusalém. “Livni terá que pagar um preço tão alto (em concessões e cargos) para formar uma coalizão com a direita, que acabará sendo um governo de direita de qualquer forma.”

Embora tenha ficado em segundo lugar, com 27 cadeiras, o Likud saiu vitorioso da eleição com um ganho de sete cadeiras em relação às eleição legislativas de 2006. Já o Kadima, perdeu uma das suas 29 cadeiras na formação anterior.

Resultado ruim para EUA

O Departamento de Estado dos EUA disse que não iria se pronunciar sobre a formação do governo israelense, mas afirmou que o enviado especial do presidente Barack Obama para o Oriente Médio, Robert Mitchell, continuará perseguindo uma “agenda robusta”.

Analistas, entretanto, consideraram o resultado uma derrota para os objetivos de Obama de mediar um acordo entre israelenses e palestinos e de iniciar negociações diretas com com o Irã.

“Esta eleição é um desastre para os EUA”, afirma Robert Dreyfuss, especialista em países islâmicos.