São Paulo - Uma operação deflagrada ontem pela Polícia Rodoviária Federal contra o roubo de veículos de carga prendeu 36 pessoas e cumpriu 61 mandados de busca e apreensão em Minas, São Paulo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Rondônia. Outros mandados devem ser cumpridos ainda ontem.
Batizada de Siga Bem, a ação mobilizou cerca de 300 agentes e foi realizada em conjunto pelo Ministério Público de Goiás. As investigações revelaram que a quadrilha agia há dez anos e movimentava cerca de R$ 2,5 milhões ao mês.
A Polícia Rodoviária Federal informou que em meio aos presos estão empresários, despachantes, motoristas profissionais e criminosos. Foram apreendidas 5 mil certificados de registro de veículos em branco, armas, cartões de crédito, computadores, e veículos. Apetrechos para adulteração de chassis e placas de veículos.
Segundo informações da Polícia Rodoviária Federal, os criminosos roubavam os veículos se valendo de mulheres que seduziam os caminhoneiros. Outras vezes eles eram rendidos em postos de combustíveis, estradas ou estacionamentos. Entre os principais pontos de roubo estavam Uberaba e Uberlândia, ambas em Minas, e em Itumbiara (GO).
A Polícia Rodoviária Federal ressalta a perícia com que os criminosos faziam as adulterações. Eles adulteravam os chassis e faziam a remarcação. O veículo então ganhava uma nova “identidade” junto ao Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam). O documento era esquentado por despachantes.
Após o registro do veículo a quadrilha o colocava no seguro e voltava a roubá-lo para receber o valor do seguro. Um mesmo caminhão chegou a ser roubado, esquentado, colocado no seguro e roubado de novo três vezes.
A quadrilha vendia os caminhões por até metade do valor - no mercado paralelo. Alguns eram alvo de desmanche para venda das peças e muitos seguiam para a Bolívia.