Bogotá - As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) assumiram ontem a responsabilidade do atentado contra uma delegacia policial de Cali, no último dia 1, que deixou duas pessoas mortas.
Os guerrilheiros afirmaram ainda que o civil que morreu no ataque - e a quem a ação foi atribuída - não era um guerrilheiro.
Em comunicado divulgado pela página dos rebeldes na Internet, a rede urbana Manuel Cepeda das Farc, que atua em Cali, afirmou que o ataque também deixou quatro policiais mortos e outros 13 feridos - o número não foi confirmado pelas autoridades colombianas.
A versão oficial afirma que 38 pessoas ficaram feridas na explosão, entre as quais cinco jovens. O atentado ocorreu logo após a libertação de quatro reféns em uma ação que contou com a participação do governo brasileiro.
A bomba possuía cerca de 70 quilos de explosivos e estavam dentro de um carro Renault. O artefato causou fortes danos materiais nos arredores de 500 metros da delegacia no Departamento do Valle del Cauca.
O suposto autor do atentado, que estava no carro, foi atingido pelo fogo e morreu em um centro médico. No entanto, as Farc defenderam que esta pessoa era “um civil que foi assassinado pela polícia e apresentado como autor do atentado”.
Segundo o jornal “El Colombiano”, o governo ofereceu uma recompensa de 30 milhões de pesos (R$ 29 mil aproximadamente) sobre informações do atentado.