09 de julho de 2026
Nacional

Sem se identificar, indígena mora há 15 dias em campus de universidade

Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

Maringá - Há 15 dias, um jovem índio mora no campus da Universidade Estadual de Maringá (UEM), no centro de Maringá (420 quilômetros de Curitiba).

“Ele chegou e foi ficando, consegue alimentação pelos vigilantes e pouco conversa. De concreto sabemos que ele não é de nenhum etnia do Sul do País”, disse o pesquisador Lúcio Tadeu Mota, 54 anos, que tenta identificar o índio.

Arredio a fotos e de pouca conversa, o índio não quer identificar sua etnia e disse chamar João. Ontem, funcionários da Fundação Nacional do Índio (Funai) em Londrina foram a Maringá para tentar identificar, sem sucesso, a etnia do jovem.

“Ele é um cidadão brasileiro e tem o direito constitucional de ir e vir. A UEM não pode simplesmente expulsá-lo”, disse Mota. “Vamos buscar descobrir sua etnia e ele decidirá se quer ou não voltar para seu grupo”, afirmou.

Mota disse que uma outra alternativa será oferecer alojamento ao índio na vila indígena, local onde mora a comunidade indígena universitária da UEM, que tem 20 índios de várias etnias entre seus estudantes. “O problema é que as aulas só começam em março, e ele não se mostrou animado para deixar o local onde se alojou.”

O índio vive hoje no Museu Histórico da Bacia do Paraná, no campus. Ele usa camiseta, bermuda e chinelos, além do tembetá (ornamento bucal com penas de aves), como indígenas da região amazônica.