11 de julho de 2026
Política

Aloysio rejeita adiantar campanha de Serra à Presidência da República

Aurélio Alonso
| Tempo de leitura: 3 min

O chefe da Casa Civil do governo do Estado, Aloysio Nunes Ferreira, rejeitou ontem de manhã em Bauru a proposta do PSDB de antecipar o lançamento da candidatura do governador José Serra à Presidência da República. “Não é o momento de começar a campanha a presidente, o Brasil está entrando em situação de crise econômica que vai se agravar”, alegou o principal assessor ligado ao governador do Estado, no JC.

A direção do PSDB nacional defende a tese de antecipação “o quanto antes”, porque senão a oposição ficará sem porta-voz no País. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso está entre os defensores dessa ofensiva, devido ao presidente Lula articular o nome de ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) à sua sucessão. Com isso também traz reflexo em adiantar a discussão sobre a sucessão estadual, afinal Serra não vai buscar mais um mandato ao Palácio dos Bandeirantes por causa do interesse de ser o candidato tucano na sucessão de Lula.

O nome de Aloysio é apontado como nome forte para disputar a sucessão em 2010. O DEM cederia a vaga de vice aos tucanos. Em troca, os democratas indicariam Afif Domingos como candidato a uma das vagas ao Senado e a outra seria a Orestes Quércia (PMDB), com quem Aloysio tem bom relacionamento político dos tempos de militância peemedebista.

A pedra no caminho é Geraldo Alckmin, que Serra nomeou na Secretaria Estadual de Desenvolvimento, numa articulação para minar Aécio Neves, governador de Minas Gerais com pretensão de disputar a vaga do PSDB à Presidência em 2010, mas o ex-governador paulista é outro postulante à disputa pela vaga de Serra na sucessão estadual.

Alckmin terá de buscar uma composição com o próprio Serra para construir uma possível candidatura ao Palácio dos Bandeirantes. Enquanto isso está aberta aos demais pretendentes tucanos uma espécie de pré-campanha para ganhar a simpatia do partido para ser o concorrente tucano na sucessão de Serra.

Aloysio evitou confirmar ontem que seja candidato à sucessão ou que estivesse em campanha. Por duas vezes disse ao Jornal da Cidade que não é momento para falar em sucessão presidencial ou estadual. “Não é ano de eleição, o governador está iniciando o segundo ano do governo. Temos tempo suficiente para que as pretensões sejam discutidas no partido e nossos aliados sejam ouvidos. Depois disso vamos fazer as coligações políticas necessárias para ganharmos a eleição”, afirmou.

Mas o chefe da Casa Civil veio entregar a recuperação de três vicinais na região, uma delas em Dois Córregos, que faz parte de um ambicioso investimento no setor de Transportes do governo Serra, que vai melhorar as vicinais em todo estado, principal via de escoamento da produção e empreendimento de boa visibilidade eleitoral. O investimento total no Interior paulista é de R$ 4 bilhões.

Crítica a Lula

Apesar de negar que o PSDB esteja no palanque, Aloysio Nunes reprovou a atitude do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de promover evento com prefeitos, levando a tiracolo a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil). “Acho errado essa correria do presidente Lula com a ministra Dilma a pretexto de lançar obras do PAC, porque ele está fazendo campanha eleitoral.O PSDB e os partidos de oposição entraram na Justiça contra isso por considerar um abuso para a atividade política”, declarou.

Para Aloysio Nunes, o pensamento dele e do governador José Serra é que a campanha eleitoral tem data, 2010, quando os partidos decidirem os seus candidatos e ocorrer a desencompatibilização dos cargos.