10 de julho de 2026
Nacional

Maranhão renuncia a cargo de senador e é novo governador da Paraíba

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Brasília - O ex-senador José Maranhão (PMDB) tomou posse no começo da noite de ontem como novo governador da Paraíba com oito processos correndo contra ele no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), referentes às eleições de 2002 e 2006. Dois desses processos, se considerados procedentes, podem levar Maranhão a perder o cargo de governador, como ocorreu com seu antecessor, Cássio Cunha Lima (PSDB).

As ações acusam Maranhão de abuso de poder político e econômico, compra de votos, conduta vedada e uso indevido de meio de comunicação.

A posse do novo governador ocorreu após várias manobras e ameaças da nova oposição, que queria adiar a solenidade na esperança de obter liminar em favor de Cunha Lima.

Deputados estaduais ligados ao tucano se negavam a iniciar a sessão de posse sem a prova da renúncia de Maranhão no Senado, exigência legal para isso. Às 17h, chegaram a anunciar uma contagem regressiva de uma hora para a apresentação do documento, sob pena de adiamento da solenidade.

A renúncia só foi lida em Brasília pelo senador Mão Santa (PMDB-PI) no início da noite, quando o governador chegava à Assembleia para a posse. Maranhão não queria perder a cadeira no Senado sem a garantia de assumir o governo.

A chegada do ex-senador foi comemorada com fogos de artifício. O plenário da Assembleia e a praça em frente ao local ficaram lotados. Uma pane no sistema de áudio obrigou funcionários do Legislativo a arrombar a porta da sala onde estava o equipamento de som.

Processado assume vaga

O empresário Roberto Cavalcanti Ribeiro, filiado ao PRB, vai assumir a vaga no Senado Federal aberta com a renúncia de José Maranhão (PMDB-PB). Ribeiro responde a processo na Justiça Federal da Paraíba por suspeita de crimes como corrupção ativa e estelionato.

O empresário é acusado de participar de um esquema de cancelamentos indevidos de dívidas junto à União, que teria beneficiado mais de 80 empresas no Estado entre 1995 e 1999 - além do não pagamento de um financiamento de R$ 18,8 milhões junto à Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).