07 de julho de 2026
Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
| Tempo de leitura: 2 min

• Abonando a secretária

O prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB0 garantiu ontem que, por ele, Pollyana Teixeira fica na pasta de Esportes. A indicação é do PT, que já reivindica a substituição da titular. Sobre a demissão de Cabo Alcides, o prefeito esclarece que o profissional na verdade aposentou e que foi convidado para ser recontratado como instrutor, mas o baixo salário (R$ 700) pode atrapalhar os planos.

• ‘Chammas’ no plenário

A secretária da Educação, Majô Jandreice, avisou que a empreiteira Chammas não vai conseguir cumprir o contrato e terminar três obras em escolas municipais. Batata disse que “é inadmissível a prefeitura admitir esse tipo de empresa”. Estes foram alguns dos vários esqueletos - jurídicos e físicos - que o governo Tuga Angerami deixou de presente para Rodrigo.

• Questão a se explicar

Com a concordância do Ministério Público, a gestão anterior engoliu a imposição do Estado para antecipar a matrícula de 2.000 alunos com seis anos em 2009. A reunião foi na Promotoria, no final de setembro de 2008, e nem Tuga Angerami, Rodrigo Agostinho e o órgão ministerial argumentaram até agora as motivações de aceitar a imposição do Estado. A legislação federal estabelece 2010!

• Alerta preocupante

O representante das entidades assistenciais de Bauru José Carlos Augusto Fernandes fez uma afirmação preocupante ontem, na audiência pública da educação na Câmara Municipal. Ele disse que dirigentes de entidades avisaram que não vão assinar convênio com a prefeitura a partir de 2010 porque estão se sentindo ameaçados pelo Poder Judiciário para o atendimento de demanda que é pública e não privada.

• Um efeito contrário

É que para cada novo aluno na rede, ao longo do ano, o Judiciário tem sentenciado pela abertura de vagas, mesmo com as entidades amarradas com número de atendimento (per capita) em contrato com a prefeitura. Algumas sentenças rezam que os dirigentes seriam presos se não cumprissem a ordem. Na visão das entidades, a ordem de prisão deveria ser contra o órgão público, a quem cabe ampliar os contratos ou garantir vagas por demandas próprias. Inúmeros dirigentes estão com medo.

• Interesses políticos

Além dessas dificuldades, algumas entidades sociais enfrentam como obstáculo o desmedido interesse político sobre suas ações. Fora esta questão, sobre a qual apenas a organização comunitária essencialmente filantrópica pode resolver, as associações não conversam entre si e também há ruídos nas interlocuções com conselhos, como o de alimentação, educação e assistência social.

• Intervenção ‘suprema’

O engenheiro do setor de planejamento viário da Emdurb, Fausto Cezar Bertoldo Tigre, mostrou ontem como um agente público pode inverter a lógica das discussões sobre problemas urbanos, colocando o interesse do privado à frente da transparência pública Segundo ele - em entrevista à TV Preve - o jornal é o culpado por informar a existência dos radares fixos de mentirinha instalados nas ruas, porque estaríamos alertando os motoristas, que há meses são enganados.