Quem conviveu com ex-vereador Leandro, falecido ano passado, pôde observar seu jeito simples e até mesmo “acaipirado” de viver, fala mansa e jeito debochado que lhe renderam algumas piadas dos amigos mais próximos. Em conversas quando nos encontrávamos, sempre falava em retornar à Câmara e que precisaria de “ajuda” para encontrar o melhor jeito de mostrar aos eleitores que suas intenções eram as melhores possíveis e que suas viagens eram justificáveis. Sem querer entrar no mérito das sentenças judiciais que o condenaram e absolveram outros acusados do mesmo crime, percebo que o ex-vereador foi o bode expiatório nessa história, foi condenado, sofreu na cadeia o “pão que o diabo amassou”, sua saúde já debilitada se agravou até não resistir mais e falecer.
O pobre do Leandro poderia ter tido a “sorte” dos demais vereadores que também viajaram “a serviço” e foram absolvidos, poderia ter se tratado em hospitais ou em sua residência, poderia continuar a fazer política, advogar se fosse bacharel, exercer cargos de confiança, tentar se reeleger, enfim, levar uma vida normal sem a “dor de consciência” que os “absolvidos” levam até hoje, a justiça deve ser cega mesmo, não enxergou que o Leandro fez exatamente a mesma coisa que muitos fizeram e ainda fazem com o dinheiro e bens públicos.
Roberto “general” Macedo