11 de julho de 2026
Economia & Negócios

Justiça do Trabalho tenta bloquear bens de Moreira para quitar dívida

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 2 min

A denúncia do Ministério Público do Trabalho (MPT) de Bauru contra a F. Moreira foi juntada a uma ação cautelar que corre no Tribunal Regional do Trabalho, em Campinas. De acordo com informações da assessoria de comunicação da entidade, em junho de 2006, o Sindicato dos Vigilantes de Campinas (Sindivigilância) apresentou denúncia dizendo que os funcionários da F. Moreira estavam recebendo salários em atraso. Foi instaurado inquérito civil para apurar a denúncia.

Nos meses seguintes, a empresa começou a demitir funcionários, totalizando mais de 1,5 mil pessoas em todo o Interior do Estado, que não receberam indenizações. Em outubro de 2006, o MPT ajuizou uma ação cautelar, solicitando o bloqueio dos créditos à F. Moreira de seu maior tomador de serviços: o Banco do Brasil.

O juiz concedeu o pedido, gerando o bloqueio de R$ 704.041,56 em juízo, a fim de quitar os débitos trabalhistas da empresa. No entanto, os procuradores viram a necessidade de levantar mais recursos, uma vez que a F. Moreira contraíra dívida trabalhista de R$ 10 milhões, que perdura até hoje.

Em janeiro de 2007, o MPT entrou com pedido liminar para bloquear os créditos devidos à F. Moreira pela prefeitura de São Paulo, no valor de R$ 2,5 milhões - que foi concedido pelo juiz - e também o bloqueio dos bens pessoais de Edmar Moreira e sua esposa. A solicitação ainda não foi apreciada pelo juiz.

Ao todo, nove imóveis – sete em São João Nepomuceno e Juiz de Fora, ambas em Minas Gerais – foram requisitados pelo MPT. O castelo não consta na lista. A F. Moreira, que tem sede em Pilar do Sul (próximo de Sorocaba), também tem uma dívida de R$ 20 milhões com a Previdência, por falta de recolhimento de INSS.

O caso está com a Procuradoria Geral da República, em Brasília. No total, portanto, somente a F.Moreira possui uma dívida de R$ 30 milhões em débitos trabalhistas e previdenciários. As outras duas empresas do grupo - Itatiaia e Ronda - também possuem altas dívidas com ex-trabalhadores e previdência. O Jornal da Cidade tentou entrar em contato com a assessoria do deputado, mas não localizou ninguém em seu gabinete.