07 de julho de 2026
Leonardo de Brito

Em Confiança

Leonardo de Brito
| Tempo de leitura: 5 min

DESESPERAR, JAMAIS

Estou gostando da postura do técnico Fahel Júnior, em acreditar na salvação do Noroeste, enquanto existir uma luz no fim do túnel. Claro, o jogo só acaba quando termina. E como ainda faltam mais 12 jogos para os alvirrubros, desesperar jamais, como diz a música de Ivan Lins. O novo desafio do Noroeste é o São Caetano, sexto colocado, com 13 pontos, a um do G-4 do Campeonato Paulista. O Norusca, vale lembrar, ainda não venceu e é o lanterna, só com dois pontos – empates em casa contra Guaratinguetá e Barueri. Ontem, em Mauá, o Noroeste encerrou a preparação para o seu duelo crucial no ABC, e torço para que Fahel mande a campo o mesmo time que terminou o jogo contra o Ituano. Eu tirava João Marcos e Luciano Bebe e escalaria apenas um volante de marcação, Júlio - com Bilu, Gilsinho e Marcinho completando o meio-campo. Na frente, Viola e Léo Mineiro. E seja o que Deus quiser.

INJUSTIÇA

O jogo de quarta-feira, no Morumbi, foi um repeteco do que aconteceu na véspera, em Bauru. Na terça, o Noroeste bombardeou a meta do Ituano o tempo todo, perdeu inúmeras chances para marcar, e acabou amargando mais uma derrota no Paulistão. O São Paulo, em sua estréia na Libertadores, pressionou durante os 90 minutos, mas abusou do direito de perder gols, e quase foi derrotado pelo Independiente, que saiu na frente, em seu único ataque de perigo. Felizmente, o insistente time de Muricy Ramalho salvou-se da decepção, ao fazer o gol do empate nos acréscimos. Graças a Borges, sempre ele, aproveitando cruzamento de Dagoberto, que lutou muito mas não jogou bem. Resultado injusto. Os anti-tricolores podem discordar, mas na minha opinião, o São Paulo merecia vencer.

JUSTIÇA

Mas o futebol brasileiro teve um vencedor, quarta-feira, pela Libertadores. Em jogo do grupo da morte, que tem também Palmeiras e LDU, o Sport Recife jogou bem e mereceu vencer o Colo Colo, no Chile, liquidando a fatura no primeiro tempo.

DIFICULDADES

Vágner Mancini, novo técnico do Santos, estreou com vitória na Copa do Brasil, graças aos dois gols de Kléber Pereira. Além de não conseguir eliminar o jogo de volta, o Peixe passou por dificuldades. O Rio Branco abriu o placar com Juliano César, que esteve no Noroeste, em 2008, e foi mais ofensivo durante toda a partida na Arena da Floresta. Para avançar à segunda fase da competição, o Santos só precisa do empate, dia 18 de março, na Vila. O Fluminense também penou, quarta-feira, ao vencer o paraibano Nacional pela contagem mínima. Já o Internacional foi a decepção da rodada inaugural. No ano de seu centenário, o Colorado perdeu para o União Rondonópolis, em Mato Grosso.

TRANQUILIDADE

A Copa do Brasil já conhece seus primeiros classificados para a segunda fase. Guarani, Vasco e Atlético-MG venceram seus primeiros duelos por dois gols de diferença. O Bugre bateu o J. Malucelli por 2 a 0, em São José dos Pinhais, região metropolitana de Curitiba; o time de São Januário goleou o Flamengo-PI por 4 a 1, no Piauí; o Galo arrasou o sergipano Itabaiana (5 a 0) em Aracaju.

NOROESTINOS

Carlos Humberto Scigliano (Franja), que mora em Ilhéus – litoral sul da Bahia -, onde estive em dezembro, está muito preocupado com o Noroeste. O também bauruense Fernando Custódio de Oliveira, residente em Belo Horizonte, não leva fé em Fahel Júnior, acha que o Norusca precisa de um comandante experiente e um xerife para o meio-campo.

SÃO-PAULINO

Gustavo Aleixo da Silva acha que o Santos tem uma mísera torcida e fala das dificuldades do seu time jogar no “chiqueirinho” – não sei se está se referindo ao Pacaembu ou Vila Belmiro. A bronca do são-paulino é porque afirmei que o Tricolor foi antiprofissional, por causa dos 10% dos ingressos. Minha justificativa: 30 mil pessoas num estádio que cabem 100 mil. Gustavo, você não deve ter lido a coluna do dia seguinte, quando comentei que a tendência é jogo de uma torcida só, como vem acontecendo na Argentina e Europa. Pensei bem sobre os 10% e acabei achando certa a medida do São Paulo. Aliás, fui mais além, dizendo que o ideal é 5%, como sugere o promotor de justiça Paulo Castilho. Caro leitor, é minha opinião, e não demagogia com os “gambás”, como você acha. E por falar nesse apelido que botaram nos corintianos, vi uma briga na periferia, que quase virou tragédia, quando um tricolor chamou um alvinegro de gambá. “É melhor ser gambá do que bambi”, respondeu. Aí o pau comeu.

FALA SÉRIO

Após tocar o hino do Vasco, a banda de música de Teresina deveria tocar o do Flamengo piauiense, mas tocou o do Mengão, clube de maior torcida do País. A galera achava que era brincadeira, mas a banda executou o hino inteiro do Rubro-Negro da Gávea.

MEMÓRIA

Decisão do Campeonato Paulista de 1998: São Paulo 3 x 1 Corinthians, no Morumbi, gols de França 2 e Raí. Didi fez o de honra do Timão. Árbitro: Sidrack Marinho. São Paulo: Rogério Ceni; Zé Carlos, Capitão, Márcio Santos (Bordon) e Serginho; Alexandre Rot-Weiller, Fabiano, Carlos Miguel (Gallo) e Raí (Aristizábal); Denílson e França. Técnico: Nelsinho Baptista. Corinthians: Nei; Rodrigo (Didi), Gamarra, Cris e Silvinho; Vampeta, Romeo (Edílson), Rincón e Souza (Marcelinho Paulista); Marcelinho Carioca e Mirandinha. Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

AQUELE ABRAÇO

Aquele abraço Nardo, do Jardim Europa, Vadão, Jacaré e todos os amigos do glorioso Nacional.