10 de julho de 2026
Internacional

‘Estados Unidos e China podem tirar mundo da crise’, diz Hillary


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Pequim - A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, afirmou ontem que os Estados Unidos e a China podem ajudar a tirar o mundo da crise econômica trabalhando juntos, e deixou claro que isso tem precedência em relação às preocupações dos EUA sobre os direitos humanos em território chinês.

Fazendo sua primeira visita ao país como secretária de Estado, Hillary adotou um discurso mais tênue sobre as liberdades políticas e religiosas da China do que as palavras usadas em um outro discurso em Pequim, em 1995, no qual ela criticou abertamente o histórico de direitos humanos do governo chinês.

Falando em uma coletiva de imprensa com o ministro das Relações Exteriores da China, Yang Jiechi, Hillary afirmou que ambos tiveram “discussões francas sobre assuntos onde havia discordâncias, incluindo direitos humanos, o Tibet, liberdade religiosa e liberdade de expressão”.

Entretanto, ela sugeriu que os esforços conjuntos para combater a crise financeira global, frear as mudanças climáticas e lidar com desafios de segurança, como o programa de armas nucleares da Coréia do Norte, foram as prioridades da conversa.

“Os eventos mundiais nos deram uma agenda cheia e formidável”, afirmou, dizendo que as conversas entre ela e Yang “partiram de uma simples premissa: é essencial que Estados Unidos e China tenham um relacionamento positivo e cooperativo”.

Os Estados Unidos são um dos maiores compradores de produtos exportados da China, enquanto o país asiático, com reservas externas de cerca de US$ 2 trilhões, é o maior detentor de títulos de dívida do governo norte-americano.

“Eu aprecio grandemente a contínua confiança do governo chinês no Tesouro dos Estados Unidos. Acho que essa é uma confiança bem fundamentada. Temos todas as razões para acreditar que os Estados Unidos e a China vão se recuperar e que, juntos, ajudaremos a conduzir a recuperação mundial.”

Sobre compras de títulos do Tesouro dos EUA, Yang não deu muitos indícios, dizendo apenas que a nação toma decisões sobre como investir suas reservas para assegurar sua segurança, valor e liquidez.